Brasil Export
Autoridades pedem maior integração do modal aéreo na logística do Brasil
Dirigentes da Anac e da Infraero destacaram, no Fórum Brasil Export, a importância de incluir a aviação civil nas políticas de transporte
O modal aéreo precisa estar integrado à logística do Brasil. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e do presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Rogério Barzellay, que participaram ontem da solenidade de abertura do Fórum Brasil Export Infraestrutura 2025, em Brasília (DF).
Faierstein destacou que a agência reguladora já trabalha para incluir o modal nas discussões para o desenvolvimento de infraestrutura no país. Ele falou sobre a restauração do Conselho das Agências Reguladoras Federais (COAF), presidido pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Sampaio, e do qual Faierstein é vice-presidente. “O grande objetivo desse conselho é mostrar integração. Todas as agências reguladoras juntas, com propósito único, discurso único de desenvolvimento do nosso país”, disse o diretor.
Ele reforçou a necessidade de auxílio do estado para que a aviação civil brasileira possa crescer e citou que todas as grandes companhias aéreas globais dependem desse tipo de investimento para se desenvolverem. “É um setor extremamente dolarizado, que sofreu muito na pandemia e que até hoje se recupera, não só na sua capacidade de atender passageiros, mas também na sua cadeia global de fornecimento de aeronaves, peças, etc. Precisamos dessa união entre o setor público, privado, Congresso Nacional para formação das políticas públicas, e Ministério de Portos e Aeroportos”, afirmou.
O presidente da Infraero, Rogério Barzellay, destacou a transformação que a companhia tem passado nos últimos anos, dentro das concessões realizadas pelo governo federal, passando a atuar mais em aeroportos regionais do que nacionais ou terminais de grande porte pelo país. “Precisa estar dentro dessa logística toda que o Brasil tem porque é um país imenso. Não pode estar só no litoral ou nas capitais. Esse é o papel que a Infraero tem procurado desempenhar”, afirmou Barzellay.
Segundo ele, a integração voltada ao transporte de cargas inclui todos os outros principais modais do país, visando participar de um conglomerado com portos, rodovias e ferrovias. “São cargas com características um pouco diferentes, com valor agregado um pouco maior, mas que, muitas vezes, chegam onde navios de longo curso não conseguem chegar”.
Ele ainda reforçou a importância do diálogo com o setor de logística e infraestrutura a partir do Fórum Brasil Export. “Continuamos com a ideia de que a Infraero possa estar no Brasil Export em todos os momentos, não apenas no Congresso Nacional, e me coloco à disposição dos senhores ao que possa ser útil ao Brasil e à logística mundial”.