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Lula estuda estratégias com Sílvio Costa e Petrobras bate recorde
Lula, Sílvio e planos
O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), tem papel de destaque em duas estratégias atualmente em estudo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visando as eleições do próximo ano. Na primeira, Costa Filho, que tem planejado disputar uma das duas vagas de Pernambuco (seu estado natal) no Senado, desistiria desse projeto e seria colocado como vice na chapa de João Campos (PSB) na corrida pelo governo estadual. Isso abriria mais espaço para que a ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade-PE) concorra a uma cadeira na Câmara Alta e ajudaria a campanha do irmão de Sílvio, o economista Carlos Costa, para a Câmara dos Deputados.
Indicação garantida
Caso Costa Filho aceite essa mudança de planos, o Planalto garantirá que ele faça seu substituto na pasta de Portos e Aeroportos. No caso, o futuro ministro será o atual secretário-executivo do Ministério, Tomé Franca.
A volta de Sílvio Costa
A outra estratégia envolve dar um ministério à senadora Teresa Leitão (PT-PE), que está no terceiro dos oito anos de mandato. Sua vaga seria assumida pelo primeiro suplente, que é o ex-deputado federal Sílvio Costa (PT-PE), pai do ministro. E Sílvio deixaria a pasta de Portos e Aeroportos em abril, para seguir com seus planos para o Senado.
Dividendos bilionários
A Petrobras vai divulgar o pagamento de novos dividendos na próxima quinta-feira, dia 6, junto com a apresentação de seu desempenho financeiro trimestral. Analistas projetam que a distribuição de proventos fique entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Há expectativa no mercado de que os resultados da estatal superem as estimativas.
Produção recorde
O otimismo dos investidores em relação à Petrobras é impulsionado por um marco recente na produção: a companhia atingiu o recorde histórico de 1 milhão de barris por dia no campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. O novo patamar supera a marca anterior de 900 mil barris/dia e reforça a meta da companhia de alcançar 2 milhões de barris por dia nos próximos anos. O avanço na produção fortalece a capacidade da Petrobras de gerar receita e exportar, especialmente devido às parcerias estratégicas nos mercados europeu e asiático, que devem garantir um fluxo de receitas dolarizadas mais robusto.
Política de remuneração
A Petrobras tem mantido uma das maiores políticas de remuneração ao acionista do mundo desde 2021, baseada no fluxo de caixa livre. Em 2022, a companhia distribuiu um recorde de R$ 16,77 por ação, com a média anual de proventos desde então girando em torno de R$ 7,74 por papel.