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Região Sudeste

APS volta a exigir atestado de controle da água de lastro no Porto de Santos

7 de November de 2025 às 9:25
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Decisão do STJ restabelece norma e permite à autoridade portuária usar sistema remoto para verificar o descarte adequado por navios

A Autoridade Portuária de Santos (APS) voltou a aplicar a norma que condiciona a atracação de navios no Porto de Santos à apresentação do atestado de cumprimento das regras internacionais de fiscalização do descarte da água de lastro.

“A fiscalização previne danos ambientais por espécies exóticas e nocivas à vida marinha e ao meio ambiente. Por enquanto, não haverá aplicação de multas para que os armadores possam se adequar à norma vigente”, avalia Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente da APS.

A medida da APS acontece depois que o ministro relator Teodoro Silva Santos, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deferiu liminar à gestora do Porto de Santos, reconhecendo a competência legal do juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal de Brasília.

O magistrado havia concedido segurança ao mandado impetrado pela (APS) contra decisão da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que declarou nula a referida norma. A fiscalização assegura o cumprimento de Convenção Internacional sobre o descarte irregular de água de lastro nos oceanos, inclusive no estuário, enseadas e baías da Baixada Santista.

Inteligência Artificial

Diante da apresentação do atestado, a APS coloca em operação um sistema remoto de fiscalização, devidamente credenciado, que utiliza Inteligência Artificial, GPS, entre outras tecnologias. O objetivo é constatar se os navios descartaram a água de lastro nas áreas permitidas, ou se passaram a adotar o sistema de filtragem, que são procedimentos determinados pela Organização Marítima Internacional (IMO, da sigla em inglês), também em atenção à Norma 401/DPC da Marinha do Brasil.

Os navios, ao trazerem resíduos como esgoto, materiais tóxicos ou espécies exóticas junto à água de lastro, podem causar sérios problemas ambientais e de saúde pública. Muitas destas espécies animais e vegetais são endêmicas, não têm predadores naturais, e podem se reproduzir rapidamente e competir com espécies nativas.

Bacilos ou outras formas de organismos patogênicos também podem ser carregados de uma região para outra junto com a água de lastro despejada no mar. Assim, o problema da bioinvasão cresce porque a navegação movimenta, por ano, cerca de 10 bilhões de toneladas de água de lastro. No Brasil, chegam a 80 milhões de toneladas/ano, pois 95% do comércio exterior é feito por via marítima.

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TAGS aps Lastro PORTO DE SANTOS
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