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Porto de Santos

FIPS mira recordes de movimentação em 2026 e conclusão da pera ferroviária

Atualizado em: 7 de November de 2025 às 16:21
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Obra é considerada o grande projeto do consórcio que gere a ferrovia do Porto de Santos

A Associação Gestora da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Ag-FIPS) promoveu nesta quinta-feira (6), em Santos, o workshop Excelência sobre Trilhos. A terceira edição destacou as ações de integração do modal com o principal porto do país. A gestora da linha férrea prevê novos recordes de movimentação para 2026 e a expectativa para a inauguração da pera ferroviária da margem direita.

O evento, realizado no Centro Histórico da cidade, reuniu a diretoria e colaboradores da FIPS, além de representantes da Autoridade Portuária de Santos (APS), dos operadores portuários e toda a comunidade do setor.

“A ideia é trazer o usuário final, Autoridade Portuária, agências reguladoras, para dentro do nosso ambiente, de maneira que a gente possa realizar um brainstorm de ideias, e dentro desse pacote de ideias que vão surgir, a gente peneirar algumas delas para tratar no ano que vem, em conjunto com os terminais”, explicou o diretor-presidente da FIPS, João Almeida.

Em outubro desse ano, a FIPS completou dois anos de gestão da linha férrea do Porto de Santos. Em um contrato de 35 anos, a gestora que reúne a Rumo, MRS e VLI, fará investimentos de até R$ 1 bilhão para aumentar a capacidade de cargas por ferrovias que chegam e saem do complexo portuário de Santos.

“Nesses dois anos de existência da FIPS, nós batemos um recorde de 23% de produção a mais em relação a antes da nossa chegada. Isso representa algo em torno de 3,5 milhões de toneladas dentro de uma situação mista, ou seja, é parte da infraestrutura que realizamos e a nossa gestão, com uma mudança de mindset da área ferroviária e dos terminais”, disse o executivo.

Capacidade

Atualmente, o Porto de Santos tem capacidade para movimentar 50 milhões de toneladas pelo modal ferroviário. Com a crescente produção, principalmente do agronegócio, que tem como destino o Porto de Santos, a FIPS tem a missão de aumentar a capacidade para 115 milhões até 2030.

“Nossa principal missão é tirar o gargalo que poderia ocorrer em Santos com o transporte ferroviário. Os volumes previstos para chegar no porto vão duplicar nos próximos cinco anos. O último PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento) mostrava que o cenário ferroviário iria bater movimentação de 94 milhões de toneladas em 2040, quando na verdade vamos bater esse volume daqui cinco anos”, afirmou.

Pera Ferroviária

Considerado o principal projeto do modal ferroviário dentro do Porto Organizado de Santos, a pera ferroviária, pátio em formato circular que possibilita o transbordo da carga sem a necessidade de desmembramento do trem, está com o seu cronograma de obras sendo “seguido a risca”, com previsão de conclusão ainda este ano e início das operações no ano que vem.

“A pera ferroviária, para nós, é uma obra estruturante. A partir de 2027 outros grandes volumes vão chegar a Santos. Para a gente atender o cluster de celulose, o corredor de exportações, os terminais interior de outeiro, a pera é essencial para todos eles. Com ela, a gente vai conseguir movimentar algo a mais de 15 a 20 milhões de toneladas. 2026 é um ano que em que vamos ter uma prospecção de cargas maior do que 2025 e temos que estar preparado para isso”, disse João Almeida.

Com o crescimento do Porto ocorrendo de 5% a 6% nos últimos dez anos, os investimentos em ferrovias no complexo santista são considerados de extrema importância, principalmente na flexibilização da matriz de transporte, predominantemente rodoviária no país.

“A FIPS é uma realidade, com investimentos acontecendo. Nos dois próximos anos a FIPS praticamente dobra a capacidade dela do que foi no início da gestão. Isso é importante porque não vamos ter investimentos no modal rodoviário em um tempo menor que isso, para as rodovias os investimentos são daqui 4, 5 anos. A expectativa é que boa parte da carga migre por ferrovia, dando alívio na questão rodoviária”, analisou Ricardo Molitzas, diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários de São Paulo (Sopesp).

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TAGS cargas ferrovias Fips João Almeida modal ferroviário Pera Ferroviária
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