quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
Opinião

Editorial

A Aliança pelo Transporte Sustentável

O anúncio da criação da Aliança pelo Transporte Sustentável, Resiliente e Integrado na Amazônia, feito pelo Governo Federal nessa terça-feira, dia 11, durante a COP30, em Belém (PA), reforça a visão de que a infraestrutura logística na região deve ser um pilar da ação climática e do desenvolvimento socioeconômico. A iniciativa, que congrega seis países amazônicos – Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname – e instituições financeiras internacionais como o BID e o Banco Mundial, reconhece a interdependência entre a preservação do bioma e a modernização de seus sistemas de transportes.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o caráter histórico da aliança, que busca transformar o transporte na Amazônia com base em soluções sustentáveis e resilientes. O debate sobre intermodalidade, interoperabilidade, concessões e a construção de uma infraestrutura que respeite as especificidades do bioma é um passo importante para tirar a região de um cenário de precariedade logística e vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.

É essencial defender ações para modernizar a logística na região amazônica com estratégias sustentáveis e resilientes. O complexo desafio de conectar comunidades isoladas, reduzir custos e fortalecer a integração regional não pode ser resolvido com modelos de infraestrutura convencionais. A Aliança aponta para um novo paradigma, onde o transporte fluvial e multimodal é tratado como vetor de desenvolvimento socioeconômico e de adaptação climática.

O transporte fluvial, como ressaltou o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, do Ministério de Portos e Aeroportos, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho, é o eixo de integração e um instrumento de inclusão social da Amazônia. A modernização desse modal, por meio de infraestrutura verde inspirada na natureza, como sistemas de drenagem e engenharia resiliente, é fundamental para mitigar os impactos das mudanças climáticas, que causam oscilações extremas nos níveis dos rios.

A criação do Plano de Ação Regional 2026–2030 e do Comitê Regional para a Transformação da Infraestrutura de Transporte Amazônica são passos práticos que garantem a seriedade do compromisso. O plano, que será articulado a programas internacionais, deve estabelecer metas e investimentos claros para os quatro eixos estratégicos definidos: ampliação da conectividade, fortalecimento da integração multimodal, implementação de infraestrutura verde e modernização do transporte fluvial urbano e ribeirinho.

O esforço conjunto dos países amazônicos e das instituições financeiras, materializado na Aliança, representa a oportunidade de construir uma estrutura de transporte e logística que respeite o bioma e crie um futuro próspero e resiliente para a região. É a ação que se espera, de modo a garantir o desenvolvimento sustentável esperado para a região amazônica.

Compartilhe:
TAGS

Leia também