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TPAR em rota de expansão

Foto: Arquivo pessoal
O diretor-geral do Terminal Portuário de Angra dos Reis (TPAR), Jeff Martins, participará do Fórum Nacional Brasil Export – Minas e Energia, nos dias 25 e 26 de novembro, em Brasília (DF). Ele será um dos nomes do Painel 7: Novos potenciais de exploração da Margem Equatorial, Bacia de Santos, Campos e Pelotas.
Com experiência e conhecimento acumulados sobre o tema, Jeff tem se dedicado nos últimos anos ao estudo das novas fronteiras de exploração: “A Petrobras abriu diversos processos licitatórios para todo o Arco Norte e Nordeste. Visitei vários portos dessas regiões para entender suas dinâmicas e me aprofundei na demanda da Margem Equatorial. Os indicadores mostram que o Nordeste tende a se consolidar como a futura capital do petróleo no país”, afirma.
O interesse está alinhado às características e potencial do TPAR, certificado como operador portuário e apto a prestar serviços em qualquer região. O propósito é claro: desenvolver uma base de apoio offshore na área, ampliando sua participação nas atividades marítimas voltadas à indústria de petróleo e gás.
Formado em Contabilidade e Direito, Jeff iniciou sua trajetória na área financeira e, em 2019, foi convidado para assumir a diretoria financeira do TPAR, com escritório no Rio de Janeiro, onde vive atualmente. A adaptação, segundo ele, foi imediata: “O Rio é maravilhoso, e as pessoas são muito receptivas”, comenta.
O TPAR foi adquirido em 2019 da Technip, período em que Jeff atuava como diretor financeiro da Splenda Offshore Group, responsável pela aquisição do terminal público. Ele relembra o início da nova fase: “Sou muito curioso e gosto de entender todos os detalhes. Fui me aprofundando nas operações do TPAR e, em 2023, um dos acionistas decidiu que eu deveria assumir a gestão como diretor-geral.”
Quando fala do terminal, o entusiasmo é evidente: “O Porto de Angra dos Reis é quase centenário — completará 100 anos em 2030. Com a mudança do marco regulatório portuário em 1998, passou a operar mediante concessão, com contrato vigente até 2048. É um porto multipropósito com vocação consolidada para atender a indústria offshore. Nossa posição geográfica é estratégica: estamos de frente para a Baía de Santos e somos um ponto de apoio relevante para esse setor.”
Ao assumir, uma de suas prioridades foi impulsionar a área comercial: “Temos duas grandes linhas de negócio: a base de apoio à indústria offshore e a carga geral. Na carga geral, nossos destaques atuais são os produtos siderúrgicos movimentados para a ArcelorMittal e o coque de petróleo calcinado, em parceria com a Petrocoque, de Cubatão.”
O terminal conta com 88 mil m² de área, 400 metros lineares de cais, 10 metros de calado e infraestrutura completa: alfandegamento, tratamento de resíduos, fornecimento de água potável e abastecimento de combustível. Entre as iniciativas de sustentabilidade, Jeff destaca o uso de máquinas elétricas na movimentação de cargas.
A estratégia vem trazendo resultados concretos: o TPAR possui três contratos de longo prazo vigentes, sendo um offshore e dois de carga geral. “Mesmo enfrentando a pandemia, tomamos decisões difíceis, mas fundamentais para nos tornarmos mais competitivos. Investimos fortemente na operação. Quando um cliente precisou de área coberta, construímos — hoje são 15 mil m², totalmente ocupados. Foi uma escolha acertada”, explica.
Para 2026, a perspectiva é otimista: “Depois do crescimento expressivo do setor portuário em 2020 e 2021, seguimos avançando. A economia está aquecida, e os investimentos acelerados pelo governo federal e pela Petrobras impulsionam nossas projeções. O agro, a siderurgia e a mineração continuam fortes.”
Outro fator positivo é a recente autorização do Ibama para que a Petrobras inicie as atividades na Margem Equatorial. “Nos últimos quatro anos fomos operadores da Petrobras em Macaé, no Norte Fluminense — uma base portuária estratégica. Temos ampla expertise no setor”, destaca.
Fora da rotina intensa entre a Barra da Tijuca e Angra dos Reis, Jeff dedica todo o tempo livre ao filho, Daniel, de seis anos: “Ele é o meu passatempo predileto.”