Região Sul
Aviação do Sul bate recorde histórico e supera níveis pré-pandemia em outubro
Região alcança 1,17 milhão de embarques no mês e e acumulado do ano já ultrapassa a marca de 10,9 milhões de passageiros
A aviação civil na região Sul alcançou um marco histórico em outubro de 2025. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), revelam que, apenas nesse mês, 1.178.785 passageiros embarcaram nos aeroportos da região. O número representa o melhor desempenho para um mês de outubro em toda a série histórica, iniciada há 25 anos.
Assim como havia ocorrido em setembro, o volume de passageiros no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul voltou a superar o patamar pré-pandemia (2019) na comparação com o mesmo período avaliado, que havia registado 1,13 milhão de embarques, e mostra uma vigorosa recuperação em relação a 2024 (923 mil), ano marcado pelos desafios logísticos impostos pelas enchentes no território gaúcho.
A quebra de recordes não se restringiu apenas ao mês de outubro. A procura por viagens aéreas com origem na região tem-se mostrado consistente ao longo de todo o ano. No acumulado de janeiro a outubro de 2025, 10.945.746 passageiros decolaram de aeroportos do Sul. Esse montante supera o antigo recorde, de 2019 (10,6 milhões), e representa um salto expressivo na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 9,1 milhões de passageiros.
No recorte por terminais, Porto Alegre lidera o ranking de embarques no acumulado do ano, reafirmando a importância estratégica do Aeroporto Salgado Filho para a logística regional. Entre janeiro e outubro de 2025, Porto Alegre registrou 2.912.768 passageiros com origem na cidade. O desempenho é seguido de perto pelos terminais de Curitiba (São José dos Pinhais), com 2.462.015 embarques, e Florianópolis, que somou 2.046.119 passageiros no período.
O levantamento também demonstra a força dos polos regionais e turísticos, que mantêm fluxos robustos de viajantes. Navegantes (SC) e Foz do Iguaçu (PR) aparecem com destaque, registrando 927.294 e 918.409 passageiros, respectivamente. Outros polos importantes, como Maringá (PR) e Londrina (PR), também apresentaram números expressivos, com 356 mil e 293 mil embarques no ano.
Os dados da Anac também evidenciam uma característica única da aviação na região: a forte integração com a América do Sul. Ao analisar os voos internacionais com origem no Sul, observa-se uma dinâmica própria de turismo e negócios que aproveita a proximidade geográfica com os vizinhos do Mercosul.
Em outubro, o Chile consolidou-se como o principal destino internacional direto, respondendo por cerca de 41% dos passageiros, seguido pela Argentina, com 35%. Juntos, esses dois países concentram mais de três quartos da movimentação internacional da região, demonstrando que o Sul do Brasil funciona como um hub estratégico de conexão regional, reduzindo a dependência de conexões em outros grandes centros do país. Completam a lista dos cinco primeiros o Panamá, com 8,52%; Portugal, com 7,39%; e Peru, com 4,64%.