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Leilão no Porto de Santos atrai mais de dez grupos e projeta aumento de 50% na capacidade
Interessados no leilão
O leilão do Tecon 10 no Porto de Santos, megaterminal que promete aumentar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo marítimo, atrai o interesse de mais de dez grupos e empresas. A informação foi destacada na sexta-feira, dia 12, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que prevê a realização do certame para março do próximo ano.
Nacionais e estrangeiras
Em entrevista a jornalistas durante um evento no Rio de Janeiro, Costa Filho citou a participação de grandes grupos. Entre os interessados, o ministro mencionou empresas brasileiras como JBS e JSL, além do grupo filipino ICTSI. Ele acrescentou que companhias chinesas e fundos árabes também manifestaram interesse em participar da disputa. O ministro afirmou ainda que o lance mínimo (outorga) para o leilão do Tecon 10 será inferior ao total de R$ 6,4 bilhões em investimentos previstos para o projeto.
Apagão
O Governo de São Paulo prepara uma ofensiva contra a concessionária de energia Enel, devido à demora no restabelecimento de luz para milhares de imóveis na capital e região metropolitana. Em uma medida extrema, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) solicitará uma intervenção federal na empresa. A ação foi articulada após uma conversa entre Tarcísio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 7.
O futuro de Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, embora evite declarações públicas diretas, já admite internamente que disputará uma eleição majoritária em São Paulo em 2026. Ele avalia concorrer ao Senado ou, novamente, ao governo paulista. A definição, no entanto, está diretamente condicionada à decisão do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também tem São Paulo como sua principal base eleitoral.
A decisão de Alckmin
Interlocutores do PT afirmam que Haddad considera natural que sua candidatura seja definida pelo espaço ocupado por Alckmin na eleição. Se o vice-presidente optar por disputar o Governo de São Paulo, Haddad tenderia a concorrer ao Senado. Se Alckmin escolher a vaga no Senado, Haddad seria lançado para disputar o Palácio dos Bandeirantes em um novo confronto estadual contra a direita paulista.
Deve demorar
A expectativa no Governo é que Alckmin demore a confirmar seus planos, pois ainda negocia seu futuro político com o PSD e busca preservar sua relação com o presidente Lula. Sua decisão impacta diretamente a estratégia eleitoral do PT no estado, que vê Haddad como o único nome capaz de polarizar com a base bolsonarista e atrair votos de centro.