Região Norte
Manutenção de hidrovias garante serviços da Caixa e INSS a ribeirinhos
Ações de dragagem e sinalização conseguiram assegurar a rota das agências-barco, que realizaram 188 mil atendimentos
A manutenção das hidrovias amazônicas é realizada por meio de uma parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, com o objetivo de garantir a navegabilidade e a segurança das embarcações na região. As ações executadas incluem dragagem preventiva, sinalização náutica e monitoramento hidrológico, trabalhos que são fundamentais para assegurar a operação das agências-barco da Caixa Econômica Federal e do INSS. Essas unidades fluviais são responsáveis por levar serviços bancários, previdenciários e sociais a áreas sem acesso terrestre contínuo, representando muitas vezes a única forma de a população local acessar esses direitos.
O funcionamento dessas agências móveis permite o transporte de equipes multidisciplinares capacitadas para realizar pagamentos, perícias e orientações sociais, ampliando a presença do Estado nos territórios mais remotos da região Norte. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destaca que manter a infraestrutura fluvial em dia garante que serviços essenciais cheguem a quem depende do rio para sobreviver. Segundo o secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, esse é um trabalho contínuo. “Do monitoramento às dragagens, o objetivo é um só: manter a navegação ativa. É isso que garante que alimentos, remédios, combustíveis e políticas públicas cheguem a quem depende do rio”, destacou.
Entre os serviços prestados a bordo estão a abertura de contas, renegociação de dívidas, concessão de microcrédito, atualização cadastral e perícias. As embarcações seguem rotas de até 28 dias e, no período compreendido entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, registraram 188,7 mil atendimentos, alcançando mais de 645 mil pessoas. Jorineide Vasconcelos, superintendente da Caixa no Amazonas, aponta a Agência-Barco Chico Mendes como um marco de cidadania que leva infraestrutura bancária a comunidades sem estrutura urbana.
No estado do Pará, a embarcação que atende a Ilha do Marajó realizou 105,5 mil atendimentos em municípios como Ponta de Pedras, Afuá, Anajás e Curralinho. O superintendente da Caixa no Pará, André Vicente Cursino Raposo, reforça o orgulho de oferecer um atendimento qualificado nessas regiões remotas. Além disso, o modelo de atendimento foi expandido em 2025 através de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Caixa e o INSS, integrando as equipes para beneficiar 140 comunidades até o fim do ano. Essa ação conjunta consolida uma política pública que utiliza a navegação como eixo estratégico para levar desenvolvimento e inclusão às comunidades ribeirinhas.