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Mota-Engil negocia compra da Bamin e ativos na Bahia
Bamin em negociação
A multinacional portuguesa Mota-Engil está em negociações para adquirir a Bamin (Bahia Mineração) no Brasil. O movimento ocorre em um ano de forte expansão do grupo luso, que recentemente venceu a PPP do túnel Santos-Guarujá. A Mota-Engil tem como parceira a gigante chinesa CCCC (China Communications Construction Company), que também integra o consórcio responsável pela construção da ponte Salvador-Itaparica. A aquisição da Bamin é estratégica, pois a mineradora detém a concessão de dois ativos logísticos fundamentais na Bahia: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1) e o Porto Sul, em Ilhéus.
Obras repactuadas
A possível venda da Bamin deve envolver uma repactuação dos contratos de construção da ferrovia e do porto, buscando viabilizar a conclusão das obras. A Bamin já havia sinalizado ao mercado o interesse em novos parceiros e chegou a firmar memorandos de entendimento com outras três companhias antes de avançar nas conversas com a Mota-Engil.
Solução chinesa
O interesse chinês no ativo não é novo. Desde 2021, havia a expectativa de que o grupo se associasse a investidores da China — inclusive à própria CCCC — para destravar os projetos logísticos, o que na época não chegou a se concretizar.
Pedido de investigação
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou nessa quarta-feira, dia 17, um ofício ao diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, para reiterar a determinação para que o órgão regulador abra imediatamente “processo administrativo de análise de falhas e transgressões” da concessionária de distribuição de energia elétrica na Grande São Paulo, Enel SP, que vise a “identificar eventual descumprimento ou recomendar a caducidade para a concessão”.
Novos apagões
A decisão formalizada por Silveira ocorre após novos episódios de apagão e depois da reunião feita na quarta-feira, dia 16, entre o ministro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Os três saíram da reunião dizendo estarem “unidos” para resolver a questão da Enel SP. Na ocasião, anunciaram que iriam dar entrada no processo de interrupção do contrato com a concessionária.