Mineração
Exportações da indústria extrativa recuaram 4,3% até novembro
Queda nos preços das commodities derruba receitas do setor mineral, apesar do aumento no volume de minério de ferro e do avanço nas vendas de cobre e metais de base
As exportações da indústria extrativa mineral brasileira recuaram nos 11 primeiros meses de 2025, refletindo principalmente a queda nos preços internacionais das commodities minerais. Entre janeiro e novembro, o setor registrou redução de 4,3% nas vendas externas, com embarques que somaram US$ 72,71 bilhões no período. O desempenho negativo foi parcialmente compensado pelo avanço nas exportações de minérios de cobre e de outros metais de base.
Principal item da pauta do setor, o minério de ferro apresentou queda de 6,1% no valor exportado no acumulado de janeiro a novembro. Apesar disso, o volume embarcado aumentou ao longo do período. A estimativa é de que o Brasil tenha exportado cerca de 375,6 milhões de toneladas nos 11 meses de 2025, um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Ainda assim, a receita totalizou aproximadamente US$ 25,9 bilhões, impactada pela redução do preço médio por tonelada, que permaneceu abaixo de US$ 100, mesmo com leve recuperação no último trimestre.
No contexto geral do comércio exterior, o desempenho da indústria extrativa contrastou com o crescimento das exportações totais do país. Entre janeiro e novembro de 2025, as vendas externas brasileiras avançaram 1,8%, alcançando US$ 317,82 bilhões. A agropecuária liderou, com alta de 5,0% e exportações de US$ 71,95 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 3,2%, somando US$ 171,37 bilhões, mesmo diante do aumento de barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a China manteve a liderança, com compras de US$ 92,91 bilhões, crescimento de 4,2%. A União Europeia somou US$ 45,47 bilhões, com alta de 0,6%, enquanto os Estados Unidos registraram queda de 6,7%, com US$ 34,32 bilhões. A Argentina destacou-se pelo avanço de 36,8%, com importações que alcançaram US$ 17,08 bilhões no acumulado dos 11 meses.