Região Nordeste
Governo prepara concessões de transporte com foco na Bahia
Os projetos movimentam R$ 288 bilhões e abrangem 1.650 km entre rodovias e uma ferrovia
Três concessões de infraestrutura entraram na agenda de leilões do Governo Federal em 2026, todas com a presença do território baiano. Os projetos movimentam investimentos na ordem de R$ 288 bilhões e abrangem 1.650 quilômetros entre rodovias e uma ferrovia.
Duas concessões rodoviárias focam no estado da Bahia. A primeira liga Feira de Santana a Salgueiro, cidade pernambucana com 502 quilômetros nas BRs 116 e 324. A publicação do edital está prevista para o mês de março. O governo estima investimento de R$ 6 bilhões para duplicação de pistas, construção de passarelas e instalação de áreas de descanso. A previsão aponta 60 mil postos de trabalho criados entre construção e operação.
A segunda concessão permanece inteiramente em solo baiano. O trecho percorre 663 quilômetros nas mesmas BRs 116 e 324. O edital sai ainda em 2026, no entanto sem data definida para publicação ao mercado. O foco recai sobre modernização e segurança nas estradas que cortam o estado.
Ferrovia

Estado concentra dois trechos rodoviários e um ferroviário. Foto: Agência Senado
A Infra S.A. abriu licitação para um segmento da ferrovia que cruza a Bahia. O prazo de entrega de propostas termina em 20 de janeiro de 2026. A empresa contratada desenvolve projetos e finaliza obras em 35,75 quilômetros divididos em dois trechos: um de 12,3 km e outro de 23,45 km. O contrato alcança R$ 506,5 milhões.
Este segmento compõe a FIOL 2 (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), parte de um corredor ferroviário que atravessa três estados. A extensão total chega a 1.708 quilômetros. O trecho baiano liga Barreiras a Caetité em 485 quilômetros. Outros segmentos conectam Água Boa (MT) a Mara Rosa (GO) em 383 km, e Mara Rosa a Correntina (BA) em 840 km.
O corredor transporta grãos, minérios e produtos industrializados do interior para o litoral. A estimativa inicial fala em R$ 140 bilhões de investimento, com potencial de R$ 600 bilhões durante a vigência dos contratos.
Para o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, a expansão ferroviária reduz o custo marginal do transporte, barateia frete e integra cadeias produtivas, consolidando o modal como instrumento de competitividade regional.