Mercosul
Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para a indústria brasileira
Entendimento comercial destrava investimentos, reduz tarifas e fortalece competitividade do setor produtivo nacional
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, celebrou o sinal verde dado pelo Conselho Europeu para a assinatura do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia. A decisão encerra mais de 26 anos de negociações e abre caminho para o maior acordo comercial já firmado pelo Mercosul.
Para Alckmin, o acordo representa um avanço estratégico ao fortalecer o multilateralismo, ampliar investimentos e abrir novas oportunidades para o setor produtivo brasileiro.
“O acordo fortalece o multilateralismo e o comércio com regras entre Mercosul e União Europeia, amplia investimentos e cria oportunidades para a indústria brasileira. Também reforça a agenda da sustentabilidade, com o compromisso do Brasil no combate às mudanças climáticas. É um acordo de ganha-ganha, que gera empregos, aumenta a competitividade e amplia a oferta de produtos mais baratos e de melhor qualidade”, afirmou.
O vice-presidente destacou que os efeitos positivos do acordo serão sentidos de forma mais direta pela indústria de transformação. Em 2025, o setor exportou US$ 23,6 bilhões para o mercado europeu, valor equivalente a 12,5% das exportações industriais brasileiras. A expectativa do governo é de redução de tarifas, ampliação do acesso a mercados, estímulo a investimentos e fortalecimento do comércio de serviços.
Além do impacto direto sobre a indústria e o comércio exterior, o acordo consolida uma parceria estratégica entre dois blocos que juntos reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto superior a US$ 22 trilhões. Para o governo brasileiro, o avanço também reflete uma mudança de postura do país na agenda ambiental e climática, considerada decisiva para a conclusão das negociações.
“Houve um empenho do presidente Lula, inclusive na condição de presidente do Mercosul, em defesa do multilateralismo. O Brasil mudou sua postura em relação à sustentabilidade, com compromisso claro de combate ao desmatamento, preservação das florestas e redução das emissões de carbono. Esse compromisso com a sustentabilidade foi fundamental. É um conjunto de fatores que permitiu avançar”, disse Alckmin.
A União Europeia é atualmente o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Em 2024, a corrente de comércio bilateral alcançou US$ 100,1 bilhões, recorde histórico. Cerca de 30% dos exportadores brasileiros já atuam no mercado europeu, empresas responsáveis por mais de 3 milhões de empregos no país.
Alckmin afirmou acreditar que a parte comercial do acordo possa entrar em vigor ainda neste ano, antecipando ganhos para o Brasil em competitividade, investimentos e geração de empregos.