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Tecon Santos 10 atrai interesse de até 12 grupos e leilão deve ocorrer em abril
Grupos interessados
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, revelou nesta quarta-feira, dia 14, ao fazer um balanço sobre suas ações no Ministério, que o leilão do Tecon Santos 10, o megaterminal de contêineres a ser implantado no Porto de Santos (SP), já desperta o interesse de 11 a 12 grupos investidores. O certame, considerado um dos mais estratégicos para a infraestrutura nacional, deve ter seu edital publicado entre o final de fevereiro e o início de março, com o leilão previsto para abril deste ano.
Capital nacional e internacional
A disputa pelo Tecon Santos 10 promete ser acirrada, envolvendo um mix de capital nacional e, majoritariamente, estrangeiro. Entre os interessados que já procuraram o governo e a Antaq, destacam-se grupos da China, dos Estados Unidos, de países árabes e das Filipinas, além de três grandes grupos brasileiros e fundos de investimento.
Aumento de capacidade
A implantação do megaterminal, que demandará um investimento de R$ 6,4 bilhões, ampliará a capacidade logística do Porto de Santos, o maior da América Latina. Hoje, o complexo marítimo consegue movimentar cerca de 6 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) e está com essa capacidade já no limite. Com o novo empreendimento, o cais santista poderá carregar ou descarregar 9 milhões de TEU, um aumento de 50%. Atualmente, Santos está na 45a posição entre os portos que mais movimentam contêineres.
Porto seguro
Especialistas e consultores destacam que este leilão do Tecon Santos 10 ocorre em um momento em que o Brasil se consolida como porto seguro para investimentos internacionais.
Sucessão
Durante o balanço sobre suas ações no Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), Sílvio Costa Filho comentou sobre sua saída da pasta, que deve ocorrer em abril, para que se volte à disputa por uma das vagas no Senado pelo estado de Pernambuco. Costa Filho admitiu possuir uma preferência pessoal para o seu lugar – nos bastidores, o nome mais cotado é o do atual secretário-executivo do MPor, Tomé Franca, visto como uma solução técnica. Mas reforçou que a palavra final é exclusivamente do presidente Lula.