Região Nordeste
ITA no Ceará pode começar a operar até o ano que vem
Reunião na Base Aérea de Fortaleza alinhou cronograma e ações necessárias para o empreendimento – o primeiro fora de SP
O campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica em Fortaleza (ITA-FZ) pode começar a funcionar em 2027. A previsão veio após uma reunião de Governança na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ), em janeiro, que alinhou o cronograma físico-financeiro e as ações institucionais para garantir que o novo prédio – o primeiro fora de São José dos Campos (SP).
Durante a agenda, autoridades do Ministério da Educação, do Governo do Estado do Ceará e do Comando da Aeronáutica discutiram o panorama das obras, a modernização das instalações existentes e o início da terceira etapa do projeto, voltada especificamente à consolidação do campus e à oferta dos cursos de Engenharia de Sistemas e Engenharia de Energia.
O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Walcyr Josué de Castilho Araújo, ressaltou que a complexidade do empreendimento exige um acompanhamento integrado para o cumprimento de todas as etapas. Ele destacou que o debate sobre o avanço das obras e as reformas das instalações atuais é fundamental para planejar os próximos passos deste esforço de grande envergadura.
Na mesma linha, a presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e líder executiva do projeto, Fernanda Pacobahyba, citou o compromisso interinstitucional para viabilizar um campus que já nasce com relevância estratégica para o desenvolvimento tecnológico do país.
A integração entre as unidades de São Paulo e do Ceará também foi um ponto central da reunião. O reitor do ITA, Professor Doutor Antônio Guilherme de Arruda Lorenzi, enfatizou a importância de assegurar a unicidade entre os campi para mitigar riscos e corrigir eventuais desvios de cronograma. Segundo o reitor, a coordenação entre todos os atores envolvidos é o que garantirá o ritmo necessário para a conclusão do planejamento original.
Com a expansão, o ITA Fortaleza focará em áreas estratégicas para o cenário global, enquanto a sede paulista continuará responsável pelas formações tradicionais em Engenharia Aeronáutica, Aeroespacial, Mecânica-Aeronáutica, Eletrônica, Civil-Aeronáutica e de Computação.