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Rodovias lideram investimentos via PPPs em 2025, com R$ 73,8 bi
Setor de portos registrou R$ 3,5 bi em investimentos contratados, enquanto os aeroportos, especialmente regionais, somaram R$ 730 mi
O ano de 2025 consolidou as Parcerias Público-Privadas (PPPs) como um dos principais instrumentos de financiamento da infraestrutura no Brasil. Levantamentos do setor mostram que os investimentos contratados bateram recorde, com forte protagonismo das rodovias, além do avanço consistente de projetos em portos, aeroportos e mobilidade urbana.
O segmento rodoviário liderou com ampla vantagem o volume de recursos contratados ao longo do ano, refletindo a prioridade dada à ampliação da capacidade logística terrestre, à recuperação de trechos estratégicos e à melhoria da segurança viária. Novos contratos e relicitações reforçaram o interesse do setor privado em projetos de longo prazo, especialmente em corredores utilizados pelo agronegócio e pela indústria.
Em termos de valores, os contratos firmados em 2025 por meio das PPPs somaram mais de R$ 100 bilhões em investimentos, com forte concentração no setor de rodovias, que respondeu por cerca de R$ 73,8 bilhões do total. Na sequência aparecem os projetos de saneamento, com aproximadamente R$ 27,2 bilhões, e de mobilidade urbana, que alcançaram R$ 14,4 bilhões em contratos.
Já o setor de portos registrou cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos contratados ao longo do ano, enquanto os aeroportos, especialmente regionais, somaram aproximadamente R$ 730 milhões, reforçando a estratégia de ampliar a infraestrutura logística e de transportes com participação crescente do setor privado.
Embora concentre volumes menores quando comparado às rodovias, os projetos portuários contratados indicam um movimento contínuo de modernização do setor, com foco em eficiência operacional, ampliação de terminais e melhoria dos acessos aquaviários e terrestres.
No setor aeroportuário, os contratos firmados ao longo do ano se concentraram principalmente em aeroportos regionais, com o objetivo de ampliar a conectividade, reduzir gargalos e estimular o desenvolvimento econômico fora dos grandes centros. A estratégia tem sido vista como complementar às concessões já existentes, permitindo maior capilaridade da malha aérea e atração de investimentos privados em regiões menos atendidas.
O desempenho de 2025 reforça a expectativa de que rodovias, portos e aeroportos permaneçam como eixos prioritários da política de infraestrutura nos próximos anos. Com restrições fiscais no setor público, as PPPs e concessões tendem a seguir como ferramentas centrais para viabilizar projetos estruturantes e ampliar a participação do capital privado no desenvolvimento logístico do Brasil.