Aeroportos
Galeão pode se tornar o 2º maior aeroporto do Brasil após novo leilão
Certame está marcado para o dia 30 de março e prevê valor mínimo de R$ 932 milhões
O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, pode assumir a posição de segundo maior aeroporto do Brasil nos próximos anos, impulsionado por uma nova concessão prevista para ir a leilão no dia 30 de março. Seis empresas já demonstraram interesse em participar do processo, que definirá o novo controlador do terminal, atualmente o quarto maior do País em número de passageiros.
Segundo analistas do setor, apesar de o edital não prever a construção de uma nova pista, as melhorias esperadas no sistema aéreo e nas operações do aeroporto podem elevar significativamente sua capacidade. A expectativa é que, até 2030, o Galeão alcance a marca de 30 milhões de passageiros por ano, superando o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e ficando atrás apenas do Internacional de Guarulhos.
A projeção é confirmada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, que vê o leilão como um passo decisivo para a retomada dos investimentos e o fortalecimento da aviação no Rio de Janeiro. “O leilão representa um passo importante para a retomada de investimentos, para o fortalecimento do aeroporto do Galeão, o desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro e a ampliação da conectividade aérea no nosso país”, afirmou o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo.
Atualmente, o Galeão é administrado pela concessionária RIOgaleão, formada pelo grupo Changi Airports International, de Cingapura, e pela Vinci Compass, do Brasil, que detêm juntos 51% da operação. Os outros 49% pertencem à estatal Infraero. Em 2022, em meio aos impactos da pandemia de covid-19 e à queda expressiva no número de passageiros, o grupo controlador manifestou oficialmente ao governo a intenção de devolver a concessão. No ano seguinte, a Changi iniciou negociações para renegociar o contrato, processo que foi concluído em 2024.
O cronograma do leilão inclui uma sessão pública de esclarecimentos no próximo dia 26, na sede da B3, em São Paulo, com transmissão ao vivo. O valor mínimo estipulado para a concessão é de R$ 932 milhões, a serem pagos à vista. A empresa vencedora passará a deter o controle total do aeroporto.
De acordo com Daniel Longo, o processo busca garantir transparência e segurança jurídica aos investidores. “Durante as conversas, iremos detalhar o projeto, esclarecer dúvidas e apresentar de forma clara e transparente as oportunidades que a concessão do Galeão oferece”, destacou.
Caso as projeções se confirmem, o crescimento do Galeão poderá reposicionar o terminal no cenário nacional da aviação, reforçando seu papel estratégico na malha aérea brasileira e no desenvolvimento econômico do Rio de Janeiro.