Mercosul
Alckmin reforça benefícios do acordo Mercosul-UE e defende salvaguardas
Vice-presidente afirma que tratado amplia oportunidades para agricultura, indústria e serviços
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, voltou a defender os benefícios do acordo entre Mercosul e União Europeia. O tratado está em fase de ratificação pelos parlamentos dos países dos dois blocos e deve voltar à pauta no próximo dia 24, na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).
Após reunião com os senadores Nelsinho Trad (PSD MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, e Tereza Cristina (PP MS) para discutir a tramitação na casa legislativa, Alckmin afirmou que o Congresso avalia mecanismos de proteção aos produtores nacionais e demonstrou otimismo quanto ao avanço da proposta ainda neste mês.
Segundo ele, a expectativa é de que o texto seja aprovado inicialmente no Parlasul e, em seguida, analisado pela Câmara dos Deputados, que poderá levar a matéria diretamente ao plenário ou criar uma comissão especial. Depois, o acordo segue para o Senado.
O vice-presidente ressaltou que o Senado já instalou um grupo de trabalho para discutir salvaguardas e reforçar a proteção aos setores mais sensíveis da economia.
“O Senado criou um importante grupo de trabalho para a gente poder aprimorar todas as salvaguardas. Portanto, destacar os benefícios do acordo. Nós estamos falando União Europeia, 27 países dos mais ricos do mundo, 720 milhões de pessoas, as oportunidades disso para agricultura, pecuária, indústria, serviços é extraordinária.”
Alckmin também destacou o desempenho recorde do comércio exterior brasileiro e afirmou que a ampliação de acordos comerciais fortalece a geração de empregos e a atração de investimentos.
“Então o comércio exterior é emprego, é renda, é oportunidade, atrai investimento.”
O acordo Mercosul-União Europeia é considerado o maior tratado comercial já negociado entre blocos econômicos, envolvendo um mercado estimado em cerca de 22 trilhões de dólares. O governo defende que a iniciativa pode ampliar as exportações brasileiras e estimular novos investimentos no país.