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Rodovias

Frete rodoviário sobe 2,28% em janeiro e mantém sequência de alta

Atualizado em: 20 de February de 2026 às 10:42
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Valor médio por quilômetro chega a R$ 7,61, pressionado pelo aumento do ICMS sobre combustíveis e pelo reajuste do piso mínimo

O frete rodoviário iniciou 2026 em trajetória de alta, pressionado por mudanças tributárias e por reajustes regulatórios. Dados da mais recente análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR) mostram que o preço médio por quilômetro rodado fechou janeiro em R$ 7,61 no Brasil, avanço de 2,28% na comparação com dezembro de 2025. Trata-se da terceira elevação mensal consecutiva do indicador.

De acordo com o levantamento, o movimento de alta no início do ano está diretamente relacionado ao aumento do ICMS que incide sobre os combustíveis. Embora a Petrobras tenha anunciado, em janeiro, a redução do preço-base praticado junto às distribuidoras, o efeito tributário acabou predominando na formação do preço final, impedindo que a queda fosse percebida nas bombas. Na prática, o cenário manteve a pressão sobre os custos operacionais das transportadoras e, consequentemente, sobre o valor do frete.

O IFR aponta que o impacto do combustível segue como um dos principais vetores de variação no transporte rodoviário de cargas, dado o peso desse insumo na estrutura de custos do setor. Com a alta do ICMS, o alívio esperado a partir do ajuste no preço-base não se concretizou no varejo, mantendo o patamar elevado das despesas com abastecimento.

Outro fator que contribuiu para o resultado de janeiro foi a entrada em vigor da nova tabela do piso mínimo de frete. Publicada no dia 20 de janeiro, a atualização trouxe reajuste superior a 3% nos valores mínimos e alterações na metodologia de cálculo.

O diretor da Edenred Repom, Vinicios Fernandes, afirmou que a nova tabela também exerceu influência sobre o comportamento do mercado. Segundo ele, como a medida passou a valer apenas na segunda quinzena do mês, o efeito sobre o índice ainda foi parcial em janeiro, mas tende a se refletir de forma mais intensa nos próximos resultados.

 

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