quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Comércio exterior

Brasil abre escritório da Apex na Índia e mira meta de US$ 20 bi até 2030

Atualizado em: 21 de February de 2026 às 10:02
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Com Lula em Nova Délhi, governo destaca comércio recorde em 2025, identifica oportunidades e tenta ampliar espaço para café e proteínas no mercado indiano

Uma comitiva de lideranças brasileiras inaugurou, na sexta-feira (20), um escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Nova Délhi, na Índia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre visita oficial ao país asiático, participou da cerimônia, ao lado de ministros de Estado e representantes do setor produtivo.

Em publicação nas redes sociais, Lula informou que o escritório é o primeiro da Apex na capital indiana e destacou que a agência atua na promoção de produtos e serviços brasileiros no exterior, além de buscar a atração de investimentos estrangeiros para setores considerados prioritários da economia. O presidente ressaltou que Brasil e Índia figuram entre as maiores nações do chamado Sul Global e registraram corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões em 2025, apontando que há espaço para expansão.

Ele também afirmou que a abertura da unidade e a realização do Fórum Empresarial Brasil–Índia, programado para este sábado (21), com a presença de empresários dos dois países, representam um passo no aprofundamento das relações de cooperação e comércio bilateral.

O escritório em Nova Délhi é o 11º da ApexBrasil no exterior. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), ao qual a agência está vinculada, a nova representação representa um avanço no fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

A Índia, com mais de 1,4 bilhão de habitantes e crescimento econômico consistente nos últimos anos, é apontada pelo governo brasileiro como um mercado de alto potencial para a ampliação das exportações. Segundo levantamento da ApexBrasil sobre o perfil de comércio e investimentos indiano, foram identificadas cerca de 378 oportunidades para produtos brasileiros em setores como minerais, máquinas, alimentos, tecnologias em saúde e energias renováveis.

Em 2025, as exportações brasileiras para a Índia alcançaram US$ 6,9 bilhões, o maior valor registrado nos últimos vinte anos. No mesmo ano, o comércio bilateral somou cerca de US$ 15 bilhões, maior patamar da série histórica, com crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior.

Brasil e Índia estabeleceram como meta elevar o fluxo comercial para US$ 20 bilhões até 2030. Os dois países também iniciaram negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial entre o Mercosul e a Índia, com o objetivo de ampliar a lista de produtos contemplados e aprofundar as preferências tarifárias.

A ApexBrasil informou que o novo escritório em Nova Délhi terá como foco ampliar a presença de empresas brasileiras no mercado indiano, facilitar contatos comerciais, apoiar missões empresariais e identificar oportunidades de negócios.

Segmentos

Entre os segmentos apontados como promissores está o café. Representantes do setor avaliam que o consumo da bebida na Índia ainda é reduzido em comparação a outros mercados, o que abre espaço para crescimento. O diretor executivo da BCSA, Vinicius Estrela, afirmou que o consumo per capita indiano é significativamente inferior ao brasileiro, o que indica margem para expansão. Ele destacou que o cenário pode favorecer o café brasileiro e ressaltou a importância da presença institucional da Apex no país para apoiar a inserção do produto.

No segmento de proteínas animais, entidades do setor veem oportunidades, mas apontam entraves. O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que, embora o mercado indiano esteja formalmente aberto para carne de frango e carne suína, as tarifas atualmente aplicadas dificultam as exportações. Segundo ele, a pauta do setor envolve a redução das tarifas de 100% sobre partes de frango, além das alíquotas incidentes sobre frango inteiro e carne suína. Santin avaliou que a diminuição dessas tarifas poderia destravar o comércio e afirmou que a presença de um escritório da Apex na Índia pode facilitar o contato entre importadores e empresas brasileiras.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também integrou a missão empresarial. O presidente da entidade, Roberto Perosa, afirmou que o trabalho desenvolvido pela Apex tem produzido resultados para o agronegócio brasileiro. Em relação à carne bovina, ele observou que há dificuldades no mercado indiano relacionadas a questões religiosas, mas mencionou a possibilidade de parcerias, intercâmbio tecnológico e investimentos. Perosa declarou que a missão empresarial acompanha as tratativas com expectativa de avanços nas relações comerciais.

Compartilhe:
TAGS
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten