Região Sul
Portos do Paraná registram salto na movimentação de cevada e malte
Alta de até 383% na importação de insumos impulsiona indústria cervejeira paranaense
Os Portos do Paraná registraram aumento expressivo na importação de cevada e malte neste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. As duas commodities são amplamente utilizadas pela indústria cervejeira, setor em que o Estado tem forte presença.
A movimentação de cevada cresceu 364%, passando de 26.412 toneladas em 2024 para 122.523 toneladas em 2025. Principal matéria-prima da cerveja tradicional, o cereal também é utilizado na alimentação humana e na produção de ração animal.
Mesmo sendo o maior produtor de cevada do Brasil, o Paraná depende de importações para atender à demanda interna. O Estado é o principal destino da cevada importada e ocupa a terceira posição na importação de malte, atrás apenas da Bahia e de São Paulo.
A importação de malte também apresentou crescimento significativo, com alta de 383% em janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume passou de 5.999 toneladas para 28.952 toneladas. O produto é um dos principais insumos da produção de cerveja, responsável pelo teor de açúcar e de álcool da bebida.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o Paraná contava com 174 cervejarias registradas em 2024, número 3% superior ao do ano anterior. Entre 2020 e 2024, o setor investiu cerca de R$ 5 bilhões na produção da bebida e na modernização dos processos industriais.
A movimentação geral de cargas nos portos paranaenses atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o maior volume já registrado para o mês. O resultado representa crescimento de 12,3% em relação a janeiro do ano anterior, quando foram movimentadas 4.708.203 toneladas.
Em 2025, o volume total de cargas passou de 66,7 milhões para 73,5 milhões de toneladas, somando exportações e importações.
O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá também registrou aumento no fluxo de veículos, com 507.915 caminhões atendidos em 2025, alta de 29,5% em relação ao ano anterior. O espaço é responsável pela organização e direcionamento de cargas de granéis sólidos vegetais.