Região Sudeste
Cresce 100% a participação das mulheres em terminal de minério
Programas como Geração Portuária e formação de mão de obra local refletiram no crescimento das mulheres, inclusive na liderança, segundo a empresa
A Ferroport, operadora do terminal de minério de ferro no Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, dobrou a participação das mulheres em seu quadro de pessoal nos últimos seis anos e apresentou um avanço da presença feminina em posições estratégicas, segundo a companhia.
Com a adoção de políticas afirmativas e programas de formação de mão de obra local para aumentar a representatividade feminina, a companhia registra hoje 92 mulheres no quadro geral de colaboradores, um crescimento de 100% em relação às 46 colaboradas em 2020. No período, a participação feminina atingiu quase um terço do quadro total, subindo de 19% para 29% em 2026. Em posições de liderança da Ferroport, o crescimento foi maior no mesmo período: 175%. Em 2020, eram quatro mulheres e, agora, são 11 executivas, inclusive a CFO da empresa, Alessandra Marinho.
A presença feminina na Ferroport tem como “porta de entrada” programas afirmativos para mulheres desenvolvidos pela própria companhia. Entre eles, estão programas de estágio e jovem aprendiz (Ferroport Evolution, com aproximadamente 97% de mulheres) e trainee (Geração Portuária, com presença de 56,25% do público feminino). Assim, a empresa está ampliando a presença das mulheres desde a base, fortalecendo o desenvolvimento interno das suas carreiras.
No caso do Ferroport Evolution, o programa para desenvolvimento de jovens talentos proporciona experiências além da teoria, fortalecendo competências técnicas e comportamentais. É uma oportunidade de dar os primeiros passos profissionais e construir uma carreira em um ambiente de alta performance.
O Programa Geração Portuária, por sua vez, investe na formação de mão de obra local, reforçando o compromisso da Ferroport com diversidade, inclusão e desenvolvimento profissional na região onde atua.
Moradora de São João da Barra, a operadora da Ferroport Camilla de Almeida Gomes, de 20 anos, diz que entrar na Ferroport, por meio do Geração Portuária, representou muito mais do que apenas uma oportunidade profissional. Ela lembra que cresceu vendo o Porto do Açu sendo construído e “sonhando em um dia poder trabalhar aqui”.
A moradora de Campos Layana Oliveira, de 27 anos, está há cinco anos na companhia. Ela diz que ingressar na Ferroport, via o Geração Portuária, foi um momento muito especial na vida. Ela lembra que, ao receber a notícia, sentiu um misto de emoções, como alegria e gratidão, e a certeza de que estava começando sua trajetória profissional. Hoje, como Operadora II e em treinamento para Inspetoria de Embarque, ela percebe que construir a carreira na empresa significa acreditar no seu potencial e no futuro.
“Trabalhar em um setor que historicamente foi visto como masculino também tem um significado muito importante para mim. Estar aqui mostra que, cada vez mais, as mulheres estão conquistando seu espaço com competência, força e determinação”, destaca Layana. “Isso só é possível porque fazemos parte de um ambiente inclusivo, que valoriza a diversidade e incentiva o crescimento das pessoas. Como mulher, sinto muito orgulho de fazer parte dessa história e de pertencer à Ferroport”.