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Portugal

Após reunião com Galamba, sindicato portuário decide terminar greve

Atualizado em: 11 de January de 2023 às 8:39
Vanessa Pimentel Enviar e-mail para o Autor

Novo ministro português pediu prazo de três meses para avançar com plano de desenvolvimento dos portos

Representantes do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) decidiram encerrar a greve que afetava o setor após se reunirem ontem (9) com o novo ministro das Infraestruturas de Portugal, João Galamba.

O parlamentar pediu aos grevistas um prazo de três meses para avançar com o plano de desenvolvimento dos portos, o que foi acatado pelo sindicato como forma de conceder um “voto de confiança” ao novo ministro. A negociação foi o primeiro ato público de Galamba no atual cargo.

A paralisação tinha sido iniciada em 22 de dezembro e a previsão era de que ela se estendesse, pelo menos, até o fim deste mês.

“Desconvocamos a greve. Decidimos dar um voto de confiança às intenções que o senhor ministro nos apresentou de valorizar os portos. Achamos que era uma atitude responsável, até porque (João Galamba) está há pouco no cargo. Pediu-nos tempo, até três meses, para avançar com as ideias que tem para os portos”, disse o líder sindical Serafim Gomes.

A intenção do movimento partiu dos trabalhadores marítimos que operam lanchas e rebocadores, o que acabava afetando todas as operações portuárias, segundo as autoridades. 

Na lista de reivindicações do SNTAP estava a resolução de problemas distintos nos diversos portos do país lusitano, uma atualização da tabela salarial de 8% para os trabalhadores das administrações portuárias, entre outras questões. 

Serafim Gomes informou que, após a reunião, o ministro se comprometeu a “avançar com um processo mais geral de desenvolvimento dos portos e, nesse contexto, rever as matérias das condições remuneratórias dos trabalhadores”. Acrescentou ainda que “se houver desenvolvimento dos portos, é melhor para os trabalhadores”. 

Impactos

Na última sexta-feira (6), a Associação dos Transitários de Portugal (APAT) estimou que, se a greve continuasse, poderia trazer prejuízos à economia nacional na casa dos 100 milhões de euros por dia, “além dos prejuízos causados diretamente às empresas, às pessoas, à imagem de Portugal e dos portos portugueses”, disse em nota. 

O Porto de Leixões, classificado como um dos mais afetados pela greve, deixou de atender em média 15 navios com os dias de paralisação. 

A ADPL, que administra o complexo, assegurou que “em Leixões não foi desviado nenhum navio para outros portos, nomeadamente para Espanha”. 

Esse era um dos maiores receios caso a greve não fosse paralisada a tempo, “até porque a cadeia logística ajusta-se rapidamente e podia-se perder (de forma permanente) carga para outros portos”, informou a Autoridade Portuária.

 

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TAGS greve Infraestrutura João Galamba Portugal Sindicato
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