Petróleo e Gás
Petróleo beira US$ 120 com escalada da guerra no Oriente Médio
Alta da commodity de até 30% ocorre após escalada da guerra no Oriente Médio e temor de impactos no fornecimento global de energia
O agravamento do conflito no Oriente Médio provocou um choque no mercado de energia nesta segunda-feira (9), fazendo os preços do petróleo dispararem até 30%. Durante a madrugada, o barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, atingiu a marca de US$ 119,48, enquanto o Brent, referência global, também superou a linha dos US$ 119. Pela manhã, as cotações recuaram ligeiramente, mas ainda operavam com forte alta, na faixa de US$ 102 e US$ 103.
A disparada é uma resposta imediata à interrupção da oferta na região. Nos últimos dias, a produção global foi afetada por ataques a campos e refinarias de petróleo no sul do Iraque, na região autônoma curda e no Bahrein. Além disso, os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait reduziram sua produção em meio a ataques iranianos contra os seus territórios.
O maior ponto de estrangulamento do setor, no entanto, é o Estreito de Ormuz. O tráfego de embarcações por essa rota estratégica, que é responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo, encontra-se totalmente suspenso desde 28 de fevereiro devido à guerra.
Diante do risco de uma crise energética, os países do G7 estudam uma ação coordenada para liberar parte de suas reservas estratégicas de petróleo, na tentativa de conter a alta dos preços.
Apesar do alarme nos mercados internacionais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o encarecimento do combustível. Em suas redes sociais, Trump declarou que o aumento de curto prazo nos preços é um “preço muito pequeno a pagar” pela eliminação da ameaça nuclear do Irã e pela garantia da segurança e da paz mundial.