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Região Nordeste

Plano de Descarbonização do Porto de Fortaleza indica 30 medidas

Atualizado em: 16 de March de 2026 às 14:56
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Estudo é da Fundação Valenciaport  e aponta caminhos para reduzir emissões e alcançar neutralidade de carbono até 2050

A Fundação Valenciaport, ligada ao Porto de Valência, na Espanha, apresentou no último dia 13 o Plano de Descarbonização do Porto de Fortaleza à Companhia Docas do Ceará (CDC) e à comunidade portuária. O Plano sugere a adoção de 30 medidas administrativas concretas a serem tomadas pelo complexo para o terminal alcançar à descarbonização até 2050.

Todas as ações, segundo a CDC, são devidamente fundamentadas e estabelecem o potencial de redução das emissões de Dióxido de Carbono (CO₂), assim como os benefícios adicionais. Eles trazem, entre outras ações, os indicadores de acompanhamento; o apontamento das Coordenadorias e/ou Diretorias responsáveis pelas medidas; o orçamento previsto; a estimativa de tempo para as ações serem aplicadas e concluídas, e os exemplos exitosos de implantação dessas mesmas ações em outros portos no Brasil e no mundo.

Inserido no contexto dos compromissos globais de enfrentamento das mudanças climáticas, o documento reúne, em mais de 100 páginas, uma ampla análise técnica de todas as fontes emissoras de Gases do Efeito Estufa (GEE) no Porto de Fortaleza. Ele foi elaborado com base no cálculo da pegada de carbono do porto em 2023, que resultou em 53.000 toneladas de Dióxido de Carbono (CO₂), das quais 38 mil toneladas são atribuídas à atividade portuária de fato, incluindo a permanência dos navios atracados. As restantes, cerca de 15 mil toneladas, correspondem exclusivamente às operações de fundeio, navegação e manobra das embarcações.

O Diretor-Presidente da CDC, Lucio Gomes, abriu o evento e destacou a importância do estudo. “Essas ações, algumas delas já em andamento ou em processo final de contratação, serão todas incorporadas ao planejamento estratégico da empresa”, garantiu o Presidente.

Todas as ações são fundamentadas e estabelecem o potencial de redução das emissões de Dióxido de Carbono (CO₂), assim como os benefícios adicionais. Elas trazem os indicadores de acompanhamento; o apontamento das Coordenadorias e/ou Diretorias responsáveis pelas medidas; o orçamento previsto; a estimativa de tempo para as ações serem aplicadas e concluídas, e os exemplos exitosos de implantação dessas mesmas ações em outros portos no Brasil e no mundo.

Foto: Divulgação/Docas do Ceará

Importância do Plano de Descarbonização

O Plano parte da premissa que o aquecimento global causado pela atividade humana é inegável. Há também um outro ponto – de ordem econômica – que justifica a elaboração do Plano de Descarbonização.

Para a CDC,  a implementação de práticas de baixo carbono, além das questões ambientais, fortalece a capacidade do terminal em atender às exigências regulatórias internacionais e, ao mesmo tempo, amplia o acesso do porto aos mercados mais exigentes.

A entrega do Plano de Descarbonização cumpre o contrato celebrado, em julho de 2024, entre a Companhia Docas do Ceará e a Fundação. Antes, a instituição já havia entregue o Plano de Trabalho e feito o cálculo da Pegada de Carbono.

Presenças

A apresentação do Plano de Descarbonização do Porto de Fortaleza contou com a participação de cerca de 40 pessoas, entre elas: o Diretor de Infraestrutura e Gestão Portuária da CDC, Urbano Filho; o Chefe de Gabinete da Presidência da CDC, Paulo César Moreira de Sousa; o Coordenador de Marketing, Mário Jorge Cavalcanti; o Coordenador de Planejamento, Evandro Batista; a Coordenadora de Gestão Portuária, Ana Paula Schnorr, além de vários colaboradores.

Pela Fundação ValenciaPort, o Diretor do Projeto de Descarbonização, Jonas Mendes Constante; o Diretor de Desenvolvimento Internacional de Negócios da Fundação ValenciaPort, Miguel Garín; o Diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Josep Sanz e a Consultora Sênior, Jussara Mendes.

Foto: Divulgação/Docas do Ceará

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