Energia
Eneva projeta R$ 18,2 bi em investimentos e consolida liderança termelétrica após leilão
A Eneva (ENEV3) deu um passo decisivo para se consolidar como a maior geradora termelétrica do Brasil. A companhia garantiu 5,06 gigawatts (GW) de capacidade no último leilão de energia do governo federal, o que deve destravar cerca de R$ 18,2 bilhões em investimentos. O plano deve elevar o portfólio da empresa para 10,8 GW até 2031, com um acréscimo de 3,65 GW em sua capacidade instalada.
A estratégia da empresa se divide em duas frentes, prolongar a vida útil de usinas que já operam e construir novos empreendimentos integrados a terminais de GNL (Gás Natural Liquefeito).
Novos polos de gás e busca por sócios
O grande destaque do leilão foi a viabilização de novos “hubs” de gás. O primeiro será no Ceará, com as termelétricas Jandaia II e Jandaia III, abastecendo usinas a partir de 2029. O segundo ficará na região Sudeste, junto às usinas Porto Norte Fluminense II B, Presidente Kennedy, Presidente Kennedy I e Jandaia 1, com operações previstas para 2031.
A Eneva pretende dividir parte da conta bilionária desses novos polos e negocia vender até 30% de participação no projeto cearense e até 49% no empreendimento do Sudeste. Se essas parcerias forem concretizadas, os novos sócios poderão assumir até R$ 4,4 bilhões do total orçado para o projeto. A empresa também garantiu a expansão de seu complexo termelétrico Porto de Sergipe.
Renovações e novos clientes
Além de expandir, a Eneva assegurou mais 10 anos de operação a partir de 2026 para usinas já existentes, como Povoação 1, Viana 1 e Luiz Oscar Rodrigues de Melo. Também foram recontratadas unidades do Complexo Parnaíba (MA), além de termelétricas a carvão em Itaqui (MA) e Pecém (CE).
A companhia informou ainda que aproveitará sua infraestrutura para atuar como fornecedora de gás para outras empresas que venceram o leilão. Esses contratos longos preveem a entrega de 4,2 milhões de metros cúbicos diários por 15 anos, a partir de outubro de 2028, e mais 1,3 milhão de m³/dia por 10 anos, a partir de agosto de 2031.