Norte Export
“Hidrovias são as estradas do Norte”, diz deputado
Debate aponta necessidade de ampliar investimentos, reduzir burocracia e avançar em um marco legal para destravar o potencial hidroviário
A Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi) e o Instituto Brasil Logística (IBL) realizaram, na quinta-feira (19), em Manaus (AM), um painel sobre o papel das hidrovias na logística nacional, durante a edição regional do Brasil Export. Com o tema “Hidrovias: A Nova Fronteira Logística”, o debate foi conduzido pela diretora-executiva do IBL, Rebeca Albuquerque, e reuniu representantes do governo federal, do Congresso e de órgãos de infraestrutura.
Participaram da discussão a secretária-executiva adjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira; o deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM); e o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amazonas, Orlando Fanaia. O painel destacou o papel estratégico das hidrovias na integração nacional, no escoamento da produção e no abastecimento da região Norte.
Durante o debate, Capitão Alberto Neto afirmou que, na região, “as estradas são os rios” e defendeu maior prioridade ao modal hidroviário, com ampliação de investimentos, redução da burocracia e avanço em um novo marco legal. Segundo ele, as limitações logísticas afetam diretamente a competitividade da Zona Franca de Manaus e das exportações. Já Thairyne Oliveira afirmou que o governo tem ampliado a atenção ao setor, com a criação da Secretaria Nacional de Hidrovias e a destinação de mais recursos, além da manutenção dos projetos de concessão mesmo após a revogação do Decreto 12.600/2025.
No campo operacional, Orlando Fanaia destacou a adoção de contratos contínuos para dragagem e sinalização após a crise de 2023, além do aumento de recursos e do monitoramento permanente das condições dos rios. Ao encerrar, Rebeca Albuquerque afirmou: “Na Amazônia, hidrovias não são um tema acessório. As hidrovias são soberania, são o prato de comida que chega à mesa, o componente que sai da fábrica e o produto que caminha rumo à exportação. O desafio agora é transformar o nosso consenso técnico em coordenação institucional”.