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Petróleo e Gás

Presidente da Petrobras liga tensão externa à importância do refino

Atualizado em: 21 de March de 2026 às 10:19
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Regap deve atingir 200 mil barris por dia até 2027 e avançar para 240 mil, dentro do plano de investimentos da companhia

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou nesta sexta-feira, 20, na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais, que contextos de guerra, como a atual tensão entre os Estados Unidos, Israel e Irã, lembra ao Brasil o “quanto vale” um parque de refino sob comando estatal. Ao falar sobre a retomada de investimentos em diversos ativos da companhia, a executiva destacou que a refinaria vai receber, numa primeira etapa, R$ 3,8 bilhões para alcançar o refino de 200 mil barris por dia (bpd). “A Regap hoje está produzindo a 100% e até o fim de 2027 vai produzir a 200 mil barris por dia (bpd), chegando a 240 mil num horizonte mais longevo. Vamos investir mais R$ 5,2 bi para chegar nesses 240 mil bpd”.

As declarações foram realizadas durante participação do anúncio da retomada dos investimentos da Petrobras no estado. Segundo a Petrobras, no período do atual Plano de Negócios (2026-2030) serão investidos R$ 3,8 bilhões na Regap, com a criação de cerca de 8 mil postos de trabalho.

Em uma projeção de dez anos, a companhia estima que os empregos podem chegar a 36 mil, com investimentos que podem alcançar R$ 9 bilhões, somando projetos em andamento e iniciativas em estudo.

A executiva voltou a defender que a política de preços de combustíveis da Petrobras atende às necessidades internas.

“Quando podemos, abaixamos o preço do combustível brasileiro. Quando precisa, a gente aumenta. Mas a sociedade pode ficar tranquila que o nervosismo do mercado exterior não estará no mercado brasileiro”, pontuou. “Nossa estratégia de preços é absolutamente real e está funcionando”, complementou a presidente da Petrobras no evento com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, e do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

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