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João Campos define chapa ao Governo de Pernambuco, desloca Silvio Costa Filho e garante aliado como vice
Reviravolta em PE
O cenário eleitoral em Pernambuco sofreu uma reviravolta decisiva nesta semana. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), consolidou sua chapa majoritária para a disputa ao Governo do Estado, optando por uma composição mais à esquerda que deixou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, fora da disputa direta pelo Senado. Com o novo arranjo, o ministro anunciou oficialmente que buscará a reeleição para deputado federal. Mas manteve seu grupo político no centro das decisões ao emplacar o irmão, o advogado e economista Carlos Costa (Republicanos), na chapa governista como vice de João Campos.
Base unificada
A composição fechada por Campos após reuniões com as cúpulas nacionais do PT e PDT foca na unificação da base de apoio do presidente Lula no estado. As duas vagas para o Senado serão disputadas por Humberto Costa (PT), que busca a reeleição, e por Marília Arraes (PDT), prima de Campos e que retorna ao grupo após liderar pesquisas de intenção de voto.
Os motivos
Embora fosse o nome favorito do Palácio do Planalto e tivesse o estímulo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Sílvio Costa Filho desistiu de seus planos para o Senado por dois fatores determinantes. O primeiro é seu desempenho nas pesquisas.O levantamento Datafolha de fevereiro mostrou Silvio com 13% das intenções de voto, enquanto Marília Arraes (36%) e Humberto Costa (24%) lideravam isolados. A manutenção de sua candidatura poderia fragmentar os votos da esquerda e abrir espaço para a oposição.
A chegada de Marília Arraes
A unidade do campo político foi outro fator importante. Para garantir o apoio do PDT e neutralizar dissidências no PT, João Campos precisou acomodar Marília Arraes, cuja candidatura ao Senado era considerada “insustentável” de ficar fora da chapa principal devido ao seu alto recall eleitoral.
Vitória politica
A indicação de Carlos Costa para a vice-governadoria é vista como uma vitória política para Sílvio Costa Filho. O movimento garante que o Republicanos permaneça na estrutura de poder do estado e mantém a influência do ministro no governo de João Campos, caso eleito. Carlos é descrito como um perfil técnico e de confiança, servindo de ponte entre o setor produtivo e o governo estadual.
Cronograma mantido
Apesar de não concorrer ao Senado, Silvio Costa Filho manterá seu cronograma de saída do Ministério de Portos e Aeroportos em abril, respeitando o prazo de desincompatibilização para quem disputa cargos eletivos (mesmo para deputado). O nome mais cotado para assumir a pasta é o do atual secretário-executivo, Tomé Franca.