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Região Sudeste

Caminhoneiros anunciam paralisação de 24 horas no Porto de Santos

24 de March de 2026 às 15:11
Mariana Nerome Enviar e-mail para o Autor

Sindgran convoca categoria contra cobranças nos pátios reguladores; liderança alerta para possível extensão do movimento

Os caminhoneiros autônomos do Porto de Santos (SP) vão paralisar as atividades por 24 horas nesta quarta-feira (25) em protesto contra as cobranças dos pátios reguladores da região. O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas a Granel de Santos, Guarujá e Cubatão (Sindgran), que lidera o movimento, contesta o pagamento obrigatório pelo uso dessas estruturas como condição para participar das operações portuárias, valor que chega a R$ 100 por acesso, acrescido de taxa por hora de permanência.

O presidente do Sindgran, José Calvacanti, fez questão de diferenciar o movimento de uma greve nacional. Para ele, trata-se de uma paralisação pontual, com prazo definido até o momento, voltada exclusivamente à disputa com os pátios reguladores, entre eles o Ecopátio e o Rodopark.

Em vídeo divulgado à categoria, Calvacanti foi direto sobre o impacto financeiro da situação: “O saldo de frete dos caminhoneiros não está dando para pagar as estadias ficando no Rodoper ou no Ecopátio.” O dirigente ainda comparou o desempenho das cobranças ao mercado financeiro: “Os pátios reguladores se tornaram o melhor investimento, até melhor do que as bolsas de valores”, explica.

NEGOCIAÇÃO 

Segundo Calvacanti, o sindicato procurou por diversas vezes uma reunião com a Associação dos Terminais de Santos de Grãos, sem obter retorno. A paralisação desta quarta entra como pressão para que os terminais discutam o fim das cobranças, classificadas pela liderança como irregulares e ilegais.

“A gente vem pedindo reuniões com os terminais para estarmos conversando e, de uma vez por todas, acabar com essa cobrança irregular e ilegal”, afirmou.

A escolha da data também não foi aleatória. Na semana passada, o Sindgran chegou a cogitar aderir a uma greve geral nacional, mas optou por não paralisar naquele momento e concentrar forças na questão local.

O movimento desta quarta-feira será apresentado como um primeiro ato, e Calvacanti deixou o recado para a semana seguinte caso as reivindicações não sejam atendidas: “Se não tivermos nenhum êxito agora, próxima semana podemos parar por 48 ou 72 horas”, concluiu.

APS 

Em nota enviada a reportagem do Be News, a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que busca o entendimento entre as partes, e está conversando com os diversos entes (representantes de caminhoneiros, sindicatos de transportadores e terminais portuários, pátios reguladores) para que se chegue a um acordo.

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TAGS caminhoneiros greve PORTO DE SANTOS
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