Agronegócio
Emergência por gripe aviária é prorrogada com foco em vigilância e controle
Governo federal mantém instrumentos para conter avanço do vírus e evitar impactos na produção e exportações
O governo federal decidiu prorrogar por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país em razão da circulação do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), do subtipo H5N1. A medida, formalizada por meio da Portaria nº 896, publicada na quinta-feira (26), mantém o caráter preventivo adotado desde a identificação dos primeiros casos.
A prorrogação permite ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) manter ativos os mecanismos de resposta rápida diante de novos focos da doença. Entre as ações previstas estão a mobilização de equipes, o reforço da vigilância sanitária e a articulação com estados, municípios e entidades do setor para conter a disseminação do vírus.
A presença da influenza aviária no Brasil foi confirmada pela primeira vez em maio de 2023, em aves silvestres. Dois anos depois, em maio de 2025, foi registrado o primeiro caso em criação comercial, o que ampliou o nível de atenção das autoridades e do setor produtivo.
Desde então, o país contabiliza 188 focos da doença. A maior parte dos registros está em aves silvestres, com 173 ocorrências. Outros 14 casos foram identificados em criações de subsistência, enquanto apenas um foco foi confirmado em plantel comercial.
Mesmo com a baixa incidência em granjas comerciais, o governo mantém o nível de alerta elevado, em função dos riscos sanitários e dos possíveis impactos sobre a produção avícola e o comércio internacional.
A manutenção do estado de emergência também assegura a continuidade das estratégias de monitoramento e controle, com foco na detecção precoce de novos casos e na adoção de medidas para evitar a propagação do vírus.
Em março, um novo foco da doença foi confirmado no Rio Grande do Sul, em aves silvestres encontradas na Lagoa da Mangueira, em Santa Vitória do Palmar, na região da Reserva do Taim.