Região Sul
Receita Federal realiza ação tática e reforça fiscalização em Rio Grande
Operação do Centro Nacional de Operações Aéreas ocorreu nas áreas da Portos RS e de terminais alfandegados
O Centro Nacional de Operações Aéreas (CEOAR), da Receita Federal, realizou nesta semana uma série de pousos táticos em terminais alfandegados do complexo portuário do Rio Grande (RS). A ação teve caráter fiscalizatório, além de ampliar a presença fiscal da aduana nos recintos portuários.
Segundo divulgado, a ação da equipe do CEOAR ocorreu nas áreas da Portos RS – Autoridade Portuária, da Tegrasa e do Tecon Rio Grande.
Em solo, equipes da Alfândega do Rio Grande e da Guarda Portuária atuaram na segurança perimetral e na recepção do helicóptero PR-PFC. O exercício exigiu planejamento detalhado, incluindo a preparação das áreas de pouso, bloqueio da circulação de veículos e pessoas e a movimentação de dezenas de contêineres para garantir a segurança das manobras.
A operação contou ainda com o suporte logístico do HU-51, esquadrão de helicópteros da Marinha do Brasil (MB), responsável pela guarda e abastecimento da aeronave, reforçando a atuação conjunta entre as instituições federais.
“É fundamental essa parceria entre o público e o privado para conseguir um local seguro para o pouso da aeronave e cada vez mais, dentro dessas parcerias potencializar a vigilância de repressão e as capacidades do Estado brasileiro”, comentou o delegado da Receita Federal em Rio Grande, Cristiano Demboski.
Capacidade operacional
Criado a partir de um projeto iniciado em 1998, com implementação em 2005 e início das operações em 2007, o CEOAR evoluiu de uma estrutura voltada à vigilância aérea para uma unidade multimissão. Atualmente, os helicópteros são empregados em operações táticas, como infiltração e exfiltração de equipes em áreas de difícil acesso, além de ações de fiscalização tributária, monitoramento de obras e apoio a atividades de inteligência e repressão.
A estrutura também conta com o jato Pilatus PC-24, capaz de operar em pistas não preparadas e transportar equipes, equipamentos e cães de faro em todo o território nacional. O uso de drones complementa as ações, ampliando a capacidade de monitoramento em áreas restritas com menor custo operacional. Esse modelo coloca a Receita Federal em linha com práticas adotadas por aduanas de países como Estados Unidos, Itália, Espanha, França e Alemanha.
O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que a operação reforça a importância da atuação integrada no ambiente portuário. A realização desses pousos táticos demonstra, na prática, o alto nível de coordenação entre os órgãos que atuam no porto. Essa integração fortalece a segurança, qualifica o controle aduaneiro e contribui diretamente para a eficiência das operações logísticas no complexo portuário de Rio Grande”, afirmou.