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Petróleo em crise global reposiciona Brasil como potência energética emergente
Trio da nova oferta
O atual terceiro choque mundial do petróleo, provocado pela guerra no Irã neste ano, não é apenas uma disputa territorial, mas uma reconfiguração da geografia energética global, na qual o Brasil pode ter um novo protagonismo. A análise é de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras. Ele considera que a interrupção do fluxo no Estreito de Ormuz é o coração da crise. E com o Oriente Médio sob fogo, o mercado volta seus olhos para o “trio da nova oferta”: Brasil, Canadá e Guiana. Juntos, esses países devem injetar 1,2 milhão de barris/dia no mercado até 2027.
Gargalo nas refinarias
Mas Gabrielli faz críticas à política energética brasileira, especificamente à paralisia do refino nacional nas últimas décadas. O Brasil exporta óleo bruto (que agrada às refinarias chinesas), mas precisa importar de 20% a 30% do diesel que consome. Segundo o ex-presidente, a operação e as pressões de multinacionais interromperam planos de construção de cinco novas refinarias. Sem capacidade excedente, o País fica refém da volatilidade internacional e da “atuação especulativa” de importadores privados.
Moraes nega pedido
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, no último sábado, dia 28, um pedido da defesa de Jair Bolsonaro de revisão dos horários restritos de visitação e de concessão de “livre acesso” aos filhos do ex-presidente que não moram na residência onde o ex-presidente cumpre pena, no Lago Sul, bairro de Brasília. Desde sexta-feira, Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária.
Esclarecimento
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes esclarece que a prisão domiciliar concedida representa “uma medida excepcionalíssima fundamentada exclusivamente em razões de saúde, para substituir o recolhimento em estabelecimento prisional”. E acrescentou que Bolsonaro continua sujeito às regras e restrições inerentes ao regime fechado, ainda que esteja em seu domicílio.
Eleição suspensa no RJ
O cenário político do Rio de Janeiro mergulhou em uma paralisia institucional na noite de sexta-feira, dia 27. O ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendeu a eleição indireta que escolheria o governador-tampão do estado, gerando um conflito de decisões dentro da própria Corte e alterando o jogo sucessório para as eleições de outubro. Com a decisão, o estado passa a ser comandado por um interventor do Judiciário, o desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).