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Novo ministro vai anunciar medida contra crise do QAV
Tomé Franca, confirmou que o Governo Federal anunciará, até a próxima semana, um pacote de medidas emergenciais para conter a crise do querosene da aviação
O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou que o Governo Federal anunciará, até a próxima semana, um pacote de medidas emergenciais para conter a crise do querosene da aviação (QAV), evitando o colapso operacional das companhias aéreas e a explosão no preço das passagens. O cenário é dramático: na mesma data da posse de Franca no novo cargo, na última quarta-feira, a Petrobras chegou a anunciar um reajuste médio de 54,6% no QAV para o mês de abril, desistindo parcialmente da medida logo depois – a alta é reflexo direto da guerra entre EUA/Israel e Irã, que levou o barril do tipo Brent a superar os US$ 112.
Tomé Franca adiantou que as medidas estão sendo refinadas pelo Ministério da Fazenda e devem focar em quatro eixos principais: financiamento do BNDES com juros subsidiados para garantir o capital de giro das empresas aéreas, que viram o combustível saltar para quase 50% de seus custos operacionais; postergação do pagamento de taxas aeroportuárias e outorgas para aliviar o fluxo de caixa imediato das companhias; a desoneração do QAV, a partir de ajustes no PIS/Cofins ou de mecanismos de subvenção direta para amortecer o impacto do reajuste da Petrobras; e a “suavização” dos repasses diários ou mensais, aproveitando que boa parte do QAV consumido no Brasil é produzida internamente.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) já emitiu um alerta de que, sem essas medidas, as consequências serão “severas”. O receio do Governo é o impacto político de uma malha aérea reduzida e preços impagáveis em pleno ano eleitoral. A alta do QAV pode colocar em risco voos regionais e rotas menos rentáveis, que podem ser os primeiros a serem cancelados.
Expansão na TCP
A expansão anunciada pela TCP para o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), que administra, consolida o porto paranaense como o principal competidor de eficiência ferroviária no Sul do Brasil. Em um momento de alta nos custos de combustível (diesel), o investimento, que ampliará os acessos ferroviários à unidade, torna-se uma vantagem competitiva crucial para o escoamento de safras e produtos industrializados.
O projeto, em parceria com a Brado Logística, prevê a implantação de uma terceira linha, com 757 metros, e uma nova área de manobras para o atendimento do terminal. Com isso, a capacidade de encoste subirá de 41 para 82 contêineres operados por vez. Enquanto dois trens realizam carga/descarga simultânea, um terceiro pode sair, eliminando tempos de espera (gargalos de manobra).