Rodovias
CNI vai ao STF contra regras mais rígidas para frete rodoviário
Petição contesta MP que condiciona operações ao Código Identificador da Operação de Transporte e pode suspender registro de transportadoras
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou na quarta-feira, 8, que protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição que pede a suspensão da medida provisória (MP) 1.343 de 2026, que instituiu regras mais rígidas para motoristas e embarcadores que descumprirem o piso mínimo de frete rodoviário no Brasil.
A confederação afirma que a medida não corrige falhas de mercado e não se apoia em modelagem regulatória aderente à realidade do mercado, punindo, de maneira inadequada, o setor. “Foi uma intervenção estatal excessiva”.
O principal eixo do texto define a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), que passa a ser exigido antes da realização de qualquer frete. Assim, as contratações em desacordo com o piso mínimo não terão o código emitido, logo, se optarem por transportar, estarão duplamente em desacordo com a legislação. As multas chegam a R$ 10 milhões e possibilidade de suspensão ou cancelamento do registro de transportadoras.
Segundo a CNI, o “problema” não seria apenas descumprimento da tabela, mas a própria metodologia da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
“Ao impor uma metodologia de preço mínimo dissociada da realidade do mercado e ao associar seu cumprimento a sanções paralisantes, os atos questionados substituem a dinâmica concorrencial por uma uniformização compulsória de preços, com forte restrição à liberdade de contratar e à liberdade de organização da atividade econômica”, afirmou o diretor jurídico da CNI, Alexandre Vitorino.