Bahia Export
Julião defende articulação e mudança de postura na infraestrutura
CEO do Brasil Export propõe agenda voltada ao futuro, com união entre lideranças e melhor uso de ativos logísticos
Na abertura do Bahia Export, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador, o CEO do Grupo Brasil Export, Fabrício Julião, direcionou sua fala para a necessidade de articulação entre lideranças e para uma mudança de postura diante dos entraves históricos da infraestrutura no estado.
Ao saudar o público, Julião destacou a presença feminina no setor, tradicionalmente marcado pela predominância masculina. “Quando vejo um auditório lotado de mulheres aqui, vejo a grande conquista da infraestrutura brasileira”, afirmou, ao associar a diversidade ao avanço do segmento.
Ele também ressaltou o papel dos investimentos e a importância da participação de agentes institucionais no fórum, dirigindo-se ao presidente do BahiaInveste, Paulo Guimarães. Segundo Julião, a proposta do Bahia Export nasceu justamente da ideia de reunir um conselho multissetorial com as principais lideranças, capaz de discutir soluções de forma integrada.
Ao longo do discurso, o executivo defendeu uma mudança de abordagem diante dos desafios estruturais. Em vez de focar nas limitações históricas, afirmou que é preciso “criar a figura do otimismo” e trabalhar em uma agenda voltada para o futuro. Para ele, setores como mineração, infraestrutura e portos têm papel central na dinâmica econômica do estado e não podem perder protagonismo. Disse ainda que uma eventual queda de desempenho dessas áreas teria impacto direto sobre Salvador e sobre o nível de emprego.
Julião também chamou atenção para distorções no planejamento de ativos logísticos, ao comparar realidades distintas. Citou, de um lado, a ausência de um aeroporto regional compatível com a dimensão do Porto de Santos (SP). De outro, mencionou estruturas subutilizadas na Bahia, como uma pista de grande porte em Valença sem operação efetiva.
Ao encerrar, o CEO reforçou que o Bahia Export deve atuar de forma contínua na articulação política e institucional. Segundo ele, o avanço da agenda depende de cobrança permanente e coordenação entre os atores do setor, como forma de impulsionar o desenvolvimento e recuperar o protagonismo econômico do estado.