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Durigan estreia no cenário internacional e busca atrair investimentos em meio à tensão global
A viagem do ministro
A economia brasileira entra em uma fase decisiva de interlocução global com o início da primeira viagem internacional de Dario Durigan como ministro da Fazenda, nesta segunda-feira, dia 13. Ao assumir o protagonismo deixado por Fernando Haddad, Durigan inicia um périplo estratégico pelos Estados Unidos e Europa em um momento em que o Brasil tenta se consolidar como um porto seguro para investimentos, apesar da escalada das tensões entre Washington e Teerã que sacode os mercados.
Nos Estados Unidos
O roteiro começa na capital americana, onde o ministro participa das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A agenda em Washington é de “peso pesado”, incluindo encontros bilaterais com Kristalina Georgieva (FMI) e Ajay Banga (Banco Mundial). O objetivo central de Durigan é apresentar a resiliência do PIB brasileiro — que, conforme as projeções do Ipea mencionadas anteriormente, deve crescer 1,8% este ano — e buscar apoio para a proposta brasileira de reforma tributária internacional, focada na taxação de super-ricos e na justiça climática.
Na Europa
A partir do próximo sábado, dia 19, a missão de Durigan ganha um contorno mais político e industrial ao se integrar à comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Espanha e na Alemanha. Nesses encontros, que incluem reuniões com o ministro francês Roland Lescure e o alemão Lars Klingbeil, o foco será a nova política industrial brasileira e a aceleração da transição energética. Para o Brasil, a alta do petróleo torna a exportação de tecnologias de biocombustíveis e hidrogênio verde um ativo diplomático valioso para barganhar acordos de cooperação técnica e financeira.
Sob a sombra do conflito no Oriente Médio
A viagem do novo ministro da Fazenda ocorre sob a sombra do ultimato de Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz, o que coloca Durigan em uma posição de mediador econômico. Ao se reunir com o ministro das Finanças da China, Lan Fo’an, o brasileiro deve discutir a manutenção dos fluxos comerciais e a estabilidade das cadeias de suprimento, reforçando o papel do Brasil como fornecedor confiável de energia e alimentos em um mundo em conflito. Segundo especialistas, o sucesso desta agenda internacional será medido pela capacidade do ministro em convencer os líderes globais de que o novo arcabouço fiscal brasileiro é robusto o suficiente para suportar a volatilidade externa.