Brasil Export
Brasil Tech Export debate inovação e riscos digitais na operação portuária
Evento reúne empresas e especialistas para discutir IA, cibersegurança e controle de operações nos portos
O Brasil Tech Export, evento de tecnologia promovido pelo Grupo Brasil Export através de seu conselho de tecnologia, promoveu uma série de apresentações voltadas para novidades dentro do setor portuário e da infraestrutura brasileira. A agenda, realizada na Arena B3, em São Paulo, focou-se em temas como a cibersegurança, transformação cognitiva dos portos, além de inteligência artificial.
Na primeira apresentação do evento, o co-fundador e Chief AI Officer da Distrito, Gustavo Araújo, classificou que o uso da inteligência artificial tende a elevar a logística portuária brasileira. Ele apresentou o conceito de porto cognitivo.
“Fazendo uma reflexão, isso é uma visão do futuro. É fazer o porto entender o presente, com um modelo vivo integrado a navios, berços e pátios, usando visão computacional para monitorar filas, movimentação e ocupação”, explicou.
Segundo o especialista, o conceito do modelo pode representar ganhos relevantes em eficiência e competitividade no comércio exterior.
Já dentro do tema de cibersegurança, o líder de Threat Intel da Apura Cyber Intelligence, Anchises Moraes, demonstrou exemplos recentes sobre ataques cibernéticos que influenciaram diretamente na atividade portuária mundial, causando danos e prejuízos financeiros à economia global.
“Somente nesse segmento específico de incidentes, a quantidade de ataques cresceu de forma significativa. Hoje, inclusive no Brasil, existem grupos especializados em invadir sistemas dentro da infraestrutura crítica, paralisar operações e exigir resgates para devolver o acesso ou evitar possíveis vazamentos. Não é só a empresa atacada que sofre. Clientes, fornecedores e parceiros também podem ser afetados”, analisou.
O diretor comercial da Speed e ISS Systems, Paulo Hack, apresentou as especialidades da empresa dentro do setor portuário, principalmente no desenvolvimento de soluções específicas, com foco em controle de acesso e vigilância aduaneira.
“Nós estamos envolvidos em tudo o que se refere à segurança e controle na parte de portos. A gente utiliza muito a IA hoje na parte de portos, para controle, monitoramento e operações em geral. O objetivo principal, com todos nossos equipamentos, é minimizar problemas e facilitar que os portos e terminais tenham uma excelente operação”, pontuou.
Fabricio Vieira e Paula Reale, gerentes comerciais da Techscan, apresentaram os importantes avanços da empresa, em 45 anos de atividades, dentro do setor portuário, voltado principalmente para equipamentos em controles de acesso a gates de terminais.
Poder público
O secretário de Governo da Prefeitura de Santos, Fábio Ferraz, falou sobre os avanços em tecnologia dentro da cidade e como o município tem se beneficiado com a aplicação de câmeras de alta captação, que auxiliam em setores de segurança, tráfego de veículos, previsões do tempo, entre outros.
Tudo isso ocorre a partir do CCO – Centro de Controle Operacional, que inclusive tem participação ativa da atividade portuária.
“O Porto de Santos é o nosso maior indutor econômico, e está presente no CCO. Trocamos informações quase que cotidianamente. Naturalmente, boa parte das nossas câmeras estão disponíveis a todos atores da Autoridade Portuária. Da mesma forma, nós temos essa integração muito cotidiana em relação à Prefeitura”, declarou.