quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Dolar Com.
Euro Com.
Libra Com.
Yuan Com.
BE News
  • Editorias
    • Nacional
    • Região Norte
    • Região Nordeste
    • Região Centro-Oeste
    • Região Sudeste
    • Região Sul
    • Internacional
    • Portugal
    • Expediente
  • Últimas Notícias
  • Colunas
    • HUB
    • BE Job
    • Mundo Corporativo
    • tecnologia & inovação
    • Espaço Abtra
    • Estilo BE
    • Vitrine
  • Opiniões
Olá,
Jornal BE News - Edição de Hoje

Agronegócio

Lula defende ampliação do consumo interno e exportação de alimentos

Atualizado em: 24 de April de 2026 às 12:00
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Em evento da Embrapa, presidente associa pesquisa à abertura de mercados e diversificação da produção

A defesa da ampliação da presença de produtos brasileiros no mercado interno e externo marcou os discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura da feira Brasil na Mesa, realizada na quinta-feira (23), na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). Ao longo do evento, o presidente associou o papel da pesquisa agropecuária à estratégia de inserção do país em novos mercados e à diversificação da produção nacional.

Ao mencionar negociações comerciais com a União Europeia e o Mercosul, Lula afirmou que os acordos em discussão envolvem cerca de 750 milhões de pessoas e um volume econômico estimado em US$ 22 trilhões. Segundo ele, o país precisa estar preparado para atender essa demanda com produtos de maior valor agregado. “Nós já temos 540 produtos na bandeja para negociar com os europeus, a partir do dia 1º de maio”, disse.

No discurso, o presidente voltou a destacar o papel da Embrapa na transformação do Brasil em exportador de alimentos nas últimas décadas e defendeu um novo ciclo de investimentos em pesquisa voltado à qualificação da produção. A avaliação é que o avanço tecnológico pode elevar a renda no campo e melhorar a inserção internacional dos produtos brasileiros.

Ao mesmo tempo, Lula enfatizou a necessidade de ampliar o consumo interno de alimentos produzidos no país. Durante visita ao chamado Pomar da Ciência, área experimental com cultivos como pitaya, baunilha, açaí e diferentes variedades de maracujá, o presidente afirmou que é preciso “nacionalizar” produtos típicos de determinadas regiões. A proposta, segundo ele, é expandir áreas de cultivo e facilitar a circulação desses itens dentro do próprio país.

A visita ao espaço incluiu explicações de pesquisadores sobre a adaptação de culturas de diferentes regiões ao Cerrado. Técnicos apresentaram estudos envolvendo frutas como o açaí, originário do Norte, e a pitaya, mais comum no Nordeste, além de variedades de baunilha e maracujá.

Durante o evento, o presidente percorreu o pavilhão de expositores da feira, onde produtores comercializam alimentos, muitos deles vinculados à agricultura familiar e a variedades desenvolvidas com apoio da Embrapa. Ao longo de cerca de uma hora, conversou com expositores sobre produção, renda e organização das propriedades.

Entre os relatos, produtores destacaram o interesse do presidente por aspectos práticos da atividade, como volume de produção e viabilidade econômica. Houve também contato com representantes de cooperativas e produtores indígenas, que apresentaram produtos como castanhas e itens artesanais.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, afirmou que a feira foi concebida como uma forma de apresentar ao público a diversidade alimentar brasileira e o papel da ciência nesse processo. Segundo ela, o evento reúne mais de 150 produtos, incluindo cerca de 50 alimentos nativos.

Massruhá também destacou a ampliação da atuação internacional da empresa. Além dos escritórios já existentes na Europa e nos Estados Unidos, a Embrapa passou a ter presença na África e trabalha na instalação de unidades na Ásia e na América Central.

O presidente defendeu a transferência de tecnologia agrícola para países africanos e sugeriu a ampliação de parcerias entre universidades brasileiras e instituições desses países. A proposta foi dirigida ao ministro da Educação, Leonardo Barchini, presente no evento.

Dados apresentados pela Embrapa durante a feira indicam que, para cada real investido na empresa, há retorno de R$ 27 para a sociedade. O cálculo considera um conjunto de tecnologias desenvolvidas pela instituição e aplicadas no setor produtivo. Segundo a empresa, essas inovações têm impacto relevante na produção agrícola nacional.

Ainda de acordo com a Embrapa, os benefícios econômicos gerados por suas tecnologias correspondem a cerca de 16% do Produto Interno Bruto (PIB) agrícola brasileiro, estimado em R$ 775,3 bilhões em 2025.

Demais autoridades

A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, destacou iniciativas voltadas à agricultura familiar, como o Programa Mais Alimentos, que, segundo ela, gerou aumento de mais de R$ 6 bilhões na produção de frutas nesse segmento. A avaliação é que o avanço contribui para a diversificação e melhoria da alimentação.

O ministro da Agricultura, André de Paula, mencionou a participação do Brasil no abastecimento global de alimentos, afirmando que produtos brasileiros estão presentes em uma parcela significativa das refeições consumidas no mundo.

Já o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a evolução da produção agrícola nas últimas décadas e associou esse desempenho à atuação da pesquisa científica no país. Segundo ele, o Brasil deixou de ser importador de alimentos para se tornar um dos principais exportadores globais.

Compartilhe:
TAGS
Baixe nosso aplicativo!
Disponível no Google Play Disponível na Apple Store
Código de Compliance Política de Privacidade Termos de Uso
BE News
Instagram
Facebook
Linkedin
Youtube
Telegram
© 2025 BE News | O conteúdo do Portal BE News é protegido por lei. Qualquer reprodução (total ou parcial), sem a prévia autorização, é proibida.
Desenvolvido por: Logo Mosten