Portos
Wilson Sons testa uso de drones para entregas a navios na Baía de Guanabara
Operação em fase de prova de conceito avalia transporte de documentos entre base offshore e embarcações, com voos de até 8 km e duração média de 9 minutos
A Wilson Sons iniciou testes para o uso de drones na entrega e coleta de documentos destinados a navios de apoio a plataformas de petróleo e gás (PSVs) e outras embarcações, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. As operações estão sendo conduzidas desde o dia 6 de abril, com apoio da Base de Apoio Offshore da companhia na capital fluminense.
A iniciativa dá continuidade a uma experiência realizada anteriormente no Porto de Salvador, na Bahia, e está sendo conduzida por meio da agência marítima da empresa. Os testes integram uma etapa de prova de conceito, voltada à verificação da viabilidade técnica da operação com veículos aéreos não tripulados em ambiente portuário e offshore.
Os drones utilizados nas operações são fornecidos pela Speedbird Aero, empresa especializada no desenvolvimento e operação desse tipo de tecnologia. Segundo a companhia, a Speedbird já realizou mais de mil voos no segmento offshore em Singapura. Para a realização dos testes no Brasil, foram obtidas autorizações de órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
De acordo com a Wilson Sons, os drones empregados na operação têm capacidade para transportar cargas leves, como documentos e pequenos objetos, com limite de até cinco quilos. O trajeto entre a base operacional e as embarcações, estimado em cerca de oito quilômetros, pode ser percorrido em aproximadamente nove minutos, conforme dados da empresa.
O gerente de Operações da agência marítima da Wilson Sons, Rodrigo Lopes, afirmou que o uso de drones para esse tipo de atividade pode trazer ganhos operacionais. “O uso de drones para entregas pela Wilson Sons é um marco no setor portuário e de logística, pois torna as operações ainda mais seguras e eficientes, contribuindo, por meio da inovação e da adoção de novas tecnologias, com a descarbonização da indústria de energia offshore e o desenvolvimento sustentável do Brasil”.
Já o gerente-geral de Operações das Bases de Apoio Offshore da companhia, Edwardo Valverde, disse que a adoção da tecnologia acompanha mudanças observadas no setor de energia. “Essa tecnologia eleva a eficiência das operações offshore e contribui diretamente para metas de sustentabilidade, fortalecendo nossa atuação no apoio à redução de emissões de gases de efeito estufa de nossos parceiros”.
A operação envolve a entrega e coleta de documentos entre a base em terra e embarcações em atividade na Baía de Guanabara, dentro de um escopo de testes voltado à avaliação de desempenho, segurança e integração com as rotinas logísticas já existentes.