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Presidente do TST se declara “vermelho” e opõe juízes por “causas” e “interesses” em discurso no 1º de Maio
Presidente vermelho
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, gerou forte repercussão ao adotar um tom combativo durante um evento institucional realizado no último 1º de maio. Ao se autodefinir como “vermelho”, o magistrado estabeleceu uma distinção entre juízes que atuariam por “interesses”, os “azuis”, e aqueles que, como ele, atuariam por “causas”. “Nós, vermelhos, temos causa. Não temos interesses”, afirmou. A declaração foi feita em defesa da Justiça do Trabalho, à qual ele atribuiu uma missão que vai além da aplicação estrita da lei, funcionando como um contraponto ao que denominou “capitalismo selvagem”.
“A nossa causa”
O discurso de Mello Filho reforçou uma visão da magistratura trabalhista como um instrumento de transformação social e proteção de vulneráveis. Segundo o ministro, a atuação dos “vermelhos” é respaldada pela Constituição Federal e deve servir para regular as relações entre empresas e trabalhadores de forma ativa. Ao afirmar que “eles que se incomodem com a nossa causa”, o presidente do TST dirigiu-se diretamente aos críticos da instituição, frequentemente associados por ele a defensores de interesses puramente econômicos.
Sem recuo
A postura de Vieira de Mello Filho ganha destaque em um momento de intensa pressão legislativa e política sobre a Justiça do Trabalho. Enquanto o Congresso Nacional discute propostas como o fim da escala 6×1, a cúpula do TST sinaliza que não pretende recuar diante de pressões externas. Tal postura deixou preocupados alguns representantes do setor produtivo.
Nova rota
A armadora MSC, maior transportadora de contêineres do mundo, anunciou a criação de uma rota logística estratégica para contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz. O novo serviço, que integra os modais marítimo e rodoviário, visa restabelecer a conexão entre a Europa e os portos do Golfo Pérsico, isolados desde o agravamento dos conflitos militares entre Estados Unidos, Israel e Irã no final de fevereiro.
O início do serviço
A operação terá início no próximo domingo, dia 10, com a primeira embarcação partindo de Antuérpia, na Bélgica. O itinerário inclui escalas em portos da Alemanha, Itália, Lituânia e Espanha, seguindo pelo Canal de Suez até os terminais de Jeddah e Rei Abdullah, na costa oeste da Arábia Saudita. A partir desses pontos, a MSC utilizará um corredor rodoviário para transportar as cargas por caminhão através da Península Arábica até Dammam, na costa leste. Deste ponto final na Arábia Saudita, embarcações menores (navios alimentadores ou feeders) farão a conexão marítima com hubs industriais vitais, como Abu Dhabi e o porto de Jebel Ali, em Dubai.