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Energia

Brasil tem ‘3 desafios’ na bioenergia

Atualizado em: 14 de May de 2026 às 11:30
Da Redação Enviar e-mail para o Autor Estadão Conteúdo

Segundo especialistas, país precisa de política pública, infraestrutura e marco regulatório

O Brasil tem alguns desafios relevantes a vencer para consolidar seu papel no negócio de bioenergia e a avaliação é que há espaço para garantir a transição energética. Para tanto, há algumas questões importantes: política pública, infraestrutura e marco regulatório.

O assunto foi debatido no painel Bioenergia na Segurança Energética e Climática, mediado por Marcos Jank, professor e coordenador do Insper Agro Global, nesta quarta-feira, 13, no São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação.

A bioenergia tem o desafio da descarbonização, enquanto a Europa discute fazer isso com resíduos sintéticos, diz André Nassar, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove). “O etanol brigou muito por esse tema para mostrar que a cana não tinha impacto. Então, entraram milho e soja. Aí o debate voltou. Agora tem de ser focado em biocombustíveis”, afirma.

É consenso que a bioenergia pode avançar para outras aplicações e se internacionalizar. Por exemplo, atingir os mercados de uso na aviação civil e no transporte marítimo. “A navegação é um dos setores que poderá promover a internacionalização, e acredito mais nesse potencial”, acrescenta Nassar.

Luciano Rodrigues, diretor de inteligência estratégica e regulação da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) e professor da FGV, avalia que o Brasil avançou muito com o Renova Bio, mas que o maior desafio não é criar novos programas. “É preciso consolidar os programas existentes”, defende.

Daniel Lopes, da FS Bioenergia, por sua vez, diz que o etanol de milho teve um papel disruptivo na produção de etanol no País. “Em pouco tempo, já representa 30% do total produzido no Brasil e é um complemento relevante ao etanol de cana.”

No cargo de vice-presidente de sustentabilidade e novos negócios da FS Bioenergia, que tem três unidades fabris no estado de Mato Grosso e uma quarta em fase final de construção, Lopes destaca que o etanol de milho já conta com tecnologias para novas aplicações. “Vai ter um papel protagonista na descarbonização”, acredita.

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