Finanças
Programa Move Brasil tem juros menores para mulheres
Linha de crédito para motoristas de aplicativos e taxistas permite financiamento de veículos com juros anuais de 12,6% para homens e 11,5% para mulheres
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira, 19, que os juros que serão pagos pelos beneficiários do Move Brasil serão de 12,6% para os homens e de 11,5% para as mulheres.
De acordo com Mercadante, os juros mais baixos para mulheres foram alinhados para estimular a participação das mulheres no setor. Elas também poderão adquirir financiamentos para a compra de mecanismos de segurança.
Nesta terça, o presidente Lula lançou o programa Move Brasil, que estabelece uma linha de crédito para motoristas de aplicativos e taxistas para financiamento e manutenção de veículos, além da criação de capital de giro.
O presidente afirmou nesta terça-feira que tem o sonho pessoal de poder ofertar motos de qualidade com preços mais acessíveis. “Eu ainda espero realizar o meu sonho de financiar motos de qualidade mais baratas para os motoqueiros deste país. É uma tarefa que vocês podem cobrar”, declarou Lula.
O presidente voltou a dizer que o papel do Estado é criar oportunidades para todos os brasileiros. Lula também disse que o Move Brasil é o primeiro de uma série de iniciativas para o setor. O presidente declarou que, para isso, é necessário que os trabalhadores se organizem.
Em tom de brincadeira, Lula também disse que não é para os trabalhadores de aplicativos reclamarem com as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet. “O que vocês podem fazer é dar votos para as duas, um dia”. Simone é pré-candidata ao Senado e Marina concorre junto ao ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França pela segunda vaga na Casa Alta.
Desbalanceada
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que existe uma balança desbalanceada entre os aplicativos e os trabalhadores das empresas. Em cerimônia em São Paulo (SP), Boulos também lembrou do projeto de lei de regulamentação dos trabalhadores de aplicativos, que ficou engavetado na Câmara dos Deputados após falta de acordos entre as empresas e os motoristas.
Boulos criou um grupo de trabalho no Palácio do Planalto, para discutir as reivindicações dos colaboradores, que não foram atendidas pelo relator da proposta, o deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE).
“A balança está desequilibrada hoje entre os aplicativos e os trabalhadores. Infelizmente, o Congresso Nacional decidiu não avançar no projeto que trazia benefícios para os trabalhadores de aplicativo”, disse o ministro.