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Áudio vazado impacta campanha de Flávio Bolsonaro, avalia estrategista do PL
O pior já passou, diz Lima
O dano já foi causado e a tendência, para as próximas semanas, é que a campanha se recupere. Essa é a avaliação do publicitário Duda Lima, estrategista de marketing do PL, sobre os efeitos do vazamento do áudio do senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro. Ele tratou do assunto durante sua participação no Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP), nessa sexta-feira, dia 22. As últimas pesquisas da AtlasIntel e do Datafolha, sobre intenção de voto nas próximas eleições, indicaram que que o presidente Lula (PT) abriu nove pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno e passou a liderar numericamente o segundo turno por 47% a 43%.
Outras variáveis
A tese do marqueteiro fundamenta-se na dinâmica de acomodação da opinião pública em cenários de forte polarização. Responsável pelas campanhas de Jair Bolsonaro em 2022 e de Ricardo Nunes em São Paulo, Duda Lima argumenta que o eleitorado não esquecerá o episódio do áudio, mas passará a ponderar outras variáveis à medida que a corrida presidencial avançar.
Aguardando as investigações
Para o estrategista, a eleição de outubro continuará sendo definida em margens estreitas, e uma avaliação definitiva sobre o tamanho do dano reputacional só ocorrerá quando todos os desdobramentos das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master forem integralmente de conhecimento público.
O apoio de Tarcisio
O diagnóstico de Duda Lima de que o “estrago passou” pode dar o fôlego que o governador Tarcísio de Freitas precisava para calibrar sua postura. Se Flávio Bolsonaro estancar a queda nas pesquisas, Tarcísio ganha espaço para manter o apoio protocolar ao senador sem comprometer sua própria base em São Paulo, preservando a estabilidade política necessária para tocar projetos regionais, como o túnel Santos-Guarujá e as concessões viárias.
Exportações aéreas
As exportações brasileiras pelo modal aéreo registraram um crescimento de 43% no primeiro trimestre do ano, atingindo US$ 5,8 bilhões em valor comercializado. O desempenho histórico foi impulsionado pelo aquecimento da demanda internacional por produtos de alto valor agregado e pela expansão contínua das operações de comércio eletrônico transfronteiriço. Segundo dados oficiais do Painel de Indicadores da Carga Aérea, extraídos da plataforma Hórus do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o setor movimentou um total de 308,7 mil toneladas de mercadorias entre janeiro e março deste ano, englobando fluxos logísticos domésticos e internacionais.