Comércio exterior
Exportação brasileira de sucata de alumínio cresce 51% em 5 anos
Países buscam alumínio de menor impacto ambiental, obtido por processos industriais ou pós consumo – um forte mercado no Brasil
A demanda global por alumínio de menor impacto tem influenciado positivamente as exportações brasileiras deste tipo de produto. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) apontam que, nos últimos cinco anos, houve um aumento de 51% no volume exportado, passando de 28 mil toneladas em 2020 para 42,4 mil toneladas em 2025. Em relação a 2010, a alta chega a 2.152%.
No mesmo período, também houve crescimento nas importações de sucata, que avançaram 29%, alcançando 181,3 mil toneladas em 2025, indicando mudanças no fluxo comercial do material.
Os dados mostram ainda um aumento no processamento doméstico de sucata de alumínio, que atingiu 912,6 mil toneladas em 2024, crescimento de 106% em relação a 2010.
A atividade tem se desenvolvido porque países do mundo todo estão procurando reduzir o uso de alumínio primário, extraído por meio da mineração de bauxita e, consequentemente, maior emissor de gases efeito estufa – ao contrário do alumínio secundário, que é fabricado com sucata descartada em processos industriais ou após o consumo – um forte mercado no Brasil.
Um dos exemplos é a China que, desde 2017, limitou a produção de alumínio primário e incentiva o uso de material reciclado, ampliando a necessidade de importação de sucata de países com cadeias de reciclagem estruturadas, como o Brasil.