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Energia

Expansão da energia nuclear no Brasil atrai interesse de empresas estrangeiras

Atualizado em: 1 de June de 2026 às 12:09
Da Redação Enviar e-mail para o Autor

Segundo a INB, país precisará ampliar capacidade produtiva do ciclo do combustível para atender aumento previsto da geração até 2055

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Tomás Figueiredo Filho, disse em uma rede social que empresas globais estão interessadas em participar da expansão da produção de combustível nuclear no Brasil, incluindo a Westinghouse, responsável pelo design do primeiro reator nuclear (Angra 1) do país.

Ele explicou que para atender a expansão do parque nuclear, dos atuais 2 gigawatts (GW) de potência para 14 GW até 2055, a INB precisa aumentar em seis vezes a sua capacidade produtiva. “Concentrado de urânio, conversão, enriquecimento, fabricação de combustível. Cada etapa precisa escalar”, afirmou Figueiredo Filho.

Ele informou que há duas semanas, após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou em Washington o Plano Nacional de Energia 2050 para um grupo de 20 líderes corporativos e investidores internacionais ligados à cadeia de energia. “A reação foi unânime: ‘Como podemos contribuir para esse novo momento?’”, indagaram os participantes, segundo o executivo.

“Enquanto o mundo inteiro investe em energia nuclear como solução para descarbonização, o Brasil tem algo que poucos países têm: urânio abundante, tecnologia consolidada e uma demanda garantida por combustível nuclear pelos próximos 30 anos”, afirmou.

Segundo ele, a INB precisa de parceiros para investir capital nesse processo, afirmando ser uma oportunidade que se abre para o capital privado, que, por meio de parcerias estruturadas, ampliem a capacidade de produção de concentrado de urânio, já que hoje o Brasil importa parte do que precisa; nacionalizem mais etapas do ciclo do combustível nuclear, reduzindo a dependência externa; e gerem receitas exponenciais com a venda de combustível para os novos reatores que serão construídos.

“Isso não é especulação. É matemática: mais reatores é igual a mais demanda por combustível, que é igual a mais receita. A janela para estruturar essas parcerias é agora. Nos próximos 24 meses, as decisões sobre investimento e modelo de negócio serão tomadas. Quem entrar cedo posiciona-se para capturar valor nos próximos 30 anos”, informou.

“O interesse de parceiros históricos como Westinghouse mostra exatamente o tamanho da oportunidade que se desenha no horizonte. E não é só Westinghouse. Há outras empresas globais observando”, acrescentou.

 

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