Portugal
Voo oriundo de Brasília fechou aeroporto de Lisboa por uma hora
Passageiros que desembarcaram no terminal da capital portuguesa foram levados para uma área não recomendada. Serviços de fronteiras ficaram interrompidos por 65 minutos, segundo a PSP
Em meio ao caos que tem sido recorrente no aeroporto de Lisboa, a Polícia de Segurança Pública (PSP) foi obrigada a fechar, na terça-feira, 2 de junho, por uma hora, as áreas de desembarque de passageiros vindos do exterior por causa de um voo procedente de Brasília.
O motivo: os cerca de 300 passageiros do voo foram encaminhados por funcionários do aeroporto para uma área proibida do terminal, na qual eles não seriam obrigados a passar pelo controle da imigração.
A confusão começou às 6h40 da manhã, segundo a PSP, quando os passageiros foram encaminhados “para uma área aeroportuária distinta daquela que se encontrava prevista no respectivo circuito de chegada internacional, situação que determinou a ativação imediata dos procedimentos de segurança aplicáveis”.
Segundo a PSP, “no âmbito de sua responsabilidade pelo controle fronteiriço, e de forma a garantir o cumprimento das medidas de segurança aeroportuária e a execução das necessárias manobras de evacuação e reencaminhamento, procedeu ao encerramento temporário da fronteira nas partidas e na área T das chegadas, em articulação com as demais entidades competentes”.
Foram necessários 65 minutos para que tudo se resolvesse e os passageiros fossem levados para a área que deveriam ter ido desde o momento em que desembarcaram no aeroporto de Lisboa. As áreas de fronteiras foram reabertas às 7h46 daquela manhã.
“Concluídas as diligências necessárias, a fronteira nas áreas afetadas foi reaberta às 07h46, encontrando-se a operação normalizada. A PSP continuará a acompanhar a situação e a colaborar com as entidades responsáveis pela operação aeroportuária no apuramento das circunstâncias da ocorrência”, informa a PSP em nota.
Ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves assinalou que o engano com os passageiros oriundos de Brasília não foi responsabilidade do Estado, mas admitiu que esse tipo de situação acaba prejudicando o funcionamento do aeroporto. “Há sempre uma outra questão que surge, mas nós estamos muito mais confiantes e otimistas relativamente àquilo que era no passado recente”, disse, apostando no bom funcionamento do terminal de Lisboa neste verão.
Filas e atrasos
O aeroporto de Lisboa tem enfrentado problemas há mais de um mês, desde que entrou em operação o Sistema de Entrada e Saída da União Europeia (EES), que interliga os terminais aeroportuários do Espaço Schengen. Todos os passageiros de fora desse espaço são obrigados a coletar dados biométricos.
Com filas de espera chegando a seis horas tanto na entrada quanto na saída do aeroporto de Lisboa e muitas críticas por parte dos empresários do setor de turismo, o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, já admite suspender a biometria durante os períodos mais críticos para conter o estrago na imagem do país.
Na quarta-feira, 3 de maio, dia de greve geral no país, a situação só não foi mais caótica porque dezenas de voos foram cancelados.
Empresas aéreas que ligam Brasil a Portugal suspenderam parte das operações e remanejaram passageiros. Mas, para aqueles que vão passar pelo aeroporto da capital portuguesa, a dica da ANA, empresa responsável pela gestão do terminal, é para que todos se apresentem no check-in com pelo menos três horas antes da decolagem.
Esta reportagem integra uma série de matérias do jornal Público, de sua editoria Público Brasil, publicado pela Rede BE News, a partir da parceria firmada entre os dois veículos. São reportagens destacando as novidades e os desafios dos imigrantes brasileiros em terras lusitanas ou, nas palavras da equipe do Público Brasil, “histórias e notícias para a comunidade brasileira que vive ou quer viver em Portugal”. A matéria original pode ser acessada por este link.