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Ferroanel de São Paulo vira prioridade do governo para ampliar acesso ferroviário
Ministro dos Transportes, George Santoro, defende obra de até R$ 6 bilhões como estratégica para o escoamento de cargas
O ministro dos Transportes, George Santoro, elegeu o Ferroanel de São Paulo como prioridade da política ferroviária nacional, apostando que o contorno de 50 quilômetros pelo norte da capital paulista é a principal solução para melhorar os acessos das cargas transportadas em trens ao Porto de Santos e, também, para abrir rotas alternativas de escoamento para os portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O empreendimento está orçado em até R$ 6 bilhões e, segundo fontes ligadas ao MInistério, já conta com o projeto básico de engenharia. Sua implantação deve levar de quatro a cinco anos.
Santoro definiu duas estratégias para construir o Ferroanel sem utilizar recursos do Orçamento da União. A primeira vincula a obra à concessão da Malha Oeste, atualmente operada pela Rumo, que optou por não renovar o contrato. A nova concessão dos 1.593 quilômetros entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), com prazo de 57 anos, tem seu leilão previsto para o último trimestre do ano. O projeto será apresentado pelo Ministério dos Transportes ao Tribunal de Contas da União (TCU) nos próximos dias.
A segunda alternativa de George Santoro é implantar o Ferroanel a partir de um aditivo à concessão da MRS Logística, renovada até 2056 no governo Jair Bolsonaro. A principal contrapartida exigida nessa renovação foi a segregação das vias de carga e de passageiros nos arredores da capital paulista. Nesta opção, o Governo substituiria essa exigência pela construção do Anel Ferroviário de São Paulo, com extensão do prazo da concessão como reequilíbrio. A vantagem, segundo Santoro, seria uma economia de cerca de R$ 2 bilhões por sinergias com obras já em andamento pela MRS na Malha Sudeste, que passa por Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Esperança
O diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo SIlva, considera viável que a Câmara dos Deputados aprove o Projeto de Lei nº 733/2025, que prevê um novo marco legal para o setor portuário, ainda neste semestre. O primeiro passo para isso será dado na próxima segunda-feira, dia 15, quando o relator do texto, o deputado federal Arthur Maia, deve apresentar sua versão final do PL.