Portos
Diálogo institucional e ambiente para investimentos marcam encontro da Fenop
Presidente da entidade, Sérgio Aquino destaca papel da entidade na articulação entre operadores portuários
Diálogo institucional, segurança jurídica e fortalecimento do ambiente de investimentos foram temas debatidos nesta quarta-feira (10), durante o encontro promovido pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), que reúne em Brasília o Enaport, o Congmo e o Portjur. O evento começou na terça-feira (09) e segue até esta quinta-feira (11), reunindo representantes do setor produtivo, autoridades públicas, especialistas e integrantes do sistema portuário para discutir caminhos para ampliar a competitividade logística do país.
O presidente da Fenop, Sérgio Aquino, apresentou o papel da entidade na articulação entre operadores portuários, ogmos, empresas e instituições públicas e destacou o compromisso da federação com a modernização do setor. “A Fenop atua, em sua missão, com visão clara e valores definidos, se mantendo compromissada com os seus representados, sempre na busca do aperfeiçoamento portuário para a competitividade do Brasil, na logística e no comércio exterior”, afirmou.
Aquino também ressaltou que a atuação da entidade ocorre por meio dos sindicatos filiados e dos órgãos que compõem o sistema Fenop, defendendo uma construção coletiva para enfrentar os desafios regulatórios e operacionais do ambiente portuário. “Os conselheiros, como profundos conhecedores do sistema portuário e com visões colegiadas, são fundamentais nas orientações para a direção e nas decisões das assembleias da Fenop”, disse.
A mensagem dialogou com outro eixo central do encontro: a criação de um ambiente regulatório capaz de ampliar investimentos em infraestrutura.

Momento positivo
O Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o país atravessa um momento considerado positivo para o desenvolvimento da infraestrutura, embora reconheça que ainda existem obstáculos estruturais. “A gente vive, de fato, um tempo muito positivo da infraestrutura brasileira. Desafiador, é verdade”, declarou.
Segundo o ministro, a construção de soluções integradas entre diferentes modais e a ampliação da segurança jurídica são fatores essenciais para fortalecer os projetos do setor. “Trazer experiências que agreguem valor e agregar segurança jurídica para que os projetos de portos, aeroportos e hidrovias possam ser cada vez mais robustos e mais interessantes para o mercado”, afirmou. “Isso permite acelerar investimentos e ampliar a atratividade dos projetos do ministério”.
O ambiente de diálogo promovido pelo encontro também foi destacado pelo CEO do Grupo Brasil Export, Fabricio Julião, que relacionou o momento do setor à necessidade de manter aberta uma agenda permanente de discussão. “Você, Sérgio Aquino, vem promovendo o diálogo entre as empresas, entre a classe trabalhadora, num momento extremamente importante”, afirmou.
Para Julião, o setor vive um período decisivo para consolidar avanços estruturais. “O crescimento do Brasil exige que a gente não pare de discutir. Tenho certeza de que esses três dias de eventos serão uma oportunidade importante para o avanço dessa agenda tão relevante para todos nós”, disse.
Programação
A programação desta quarta-feira (10) contou com uma agenda de debates voltados à competitividade e modernização do setor portuário. Entre os destaques estão conversas sobre os impactos da reforma tributária para portos e ogmos, discussões sobre regulação responsiva e liberdade de preços nos serviços portuários, além de painéis sobre alterações na legislação portuária, inovação e tecnologia como vetores de eficiência operacional e os desafios da logística nacional, incluindo o Arco Norte.
O eixo jurídico do Portjur também ganha espaço com discussões sobre saúde no trabalho portuário e o papel do Poder Judiciário na construção da segurança jurídica.
Na quinta-feira (11), o foco se amplia para temas ligados ao futuro da governança portuária e à agenda socioambiental. A programação inclui apresentações do programa Portos e Pontes, debates sobre os impactos da Convenção 169 da OIT sobre infraestrutura logística, painéis sobre equidade e remuneração sob a ótica do Tribunal Superior do Trabalho, além de discussões sobre modernização da gestão dos ogmos, normatização das operações e segurança do trabalho no ambiente portuário.