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Renovação da FCA volta à ANTT após governo pedir mudanças em investimentos
Ministério dos Transportes reduz exigência de transição energética e quer redirecionar recursos para conflitos urbanos no corredor Minas-Bahia
O processo de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI, retornou para nova análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) por solicitação do Ministério dos Transportes. A agência havia aprovado a modelagem econômico-financeira em abril, com previsão de envio ao Tribunal de Contas da União (TCU), mas a pasta pediu ajustes antes da remessa final.
A nova análise foi necessária pois o Ministério dos Transportes pediu uma mudança na obrigação de investimento em transição energética do empreendimento, que estava em 3% da receita da concessão, percentual definido pela ANTT, e agora será de 1% do capex (investimento total previsto, hoje estimado em torno de R$ 28 bilhões a R$ 30 bilhões). Como os dois percentuais incidem sobre bases diferentes, a redução libera um volume maior de recursos para outras obrigações do contrato. Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, o excedente seria direcionado à resolução de conflitos urbanos no corredor Minas-Bahia. A explicação foi dada durante a participação da autoridade no evento “Novos Caminhos sobre Trilhos”, promovido pela pasta na B3, em São Paulo, nessa quinta-feira, dia 11.
Preço nas alturas
A alta do preço do querosene de aviação (QAV) desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, já representou R$ 3,8 bilhões em gastos adicionais para as companhias aéreas brasileiras. O número foi apresentado pelo presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Juliano Noman, em audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados, na última terça-feira, dia 9.
Navegação autônoma
Enquanto os portos brasileiros ainda se preocupam com a necessidade de investimentos em seus acessos, como o aprofundamento de canais de navegação e a implantação de linhas ferroviárias, o complexo portuário de Roterdã, nos Países Baixos, volta sua atenção a questões mais avançadas. A autoridade portuária acaba de realizar testes com um navio cargueiro de condução autônoma, o MS Letitia, que transportou cargas ao longo de seu canal de navegação. Sem interferência direta da tripulação e de forma independente, a embarcação realizou manobras de desatracação, navegação portuária e fluvial e atracação.